Uma escalada marcou, nesta quinta-feira (16), a relação entre Brasil e Estados Unidos.
Diante da acusação de Washignton de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não negociou de boa-fé para evitar o tarifaço, Brasília reagiu, tendo como mote a defesa da soberania brasileira idealizada pelo marketing da campanha à reeleição.
Ela esteve presente da nota oficial do Palácio do Planalto que disse que proteger a soberania é obrigação acima de todos até nas declarações de ministros que disseram que os Estados Unidos se incomodam pelo Brasil não se curvar a eles e que seguiremos sem vira-latice.
A estratégia é controversa.
Por um lado, ela ajuda o governo a pavimentar a reeleição de Lula, já que pesquisas apontam que o brasileiro responsabiliza pelo tarifaço mais o Bolsonarismo do que Lula.
Mas por outro lado ela não resolve a situação dos setores econômicos brasileiros atingidos pelo tarifaço, de empresários a empregados, e pior, e abre caminho para uma retaliação econômica maior dos Estados Unidos.

