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Trump convoca seu governo em local histórico para discutir guerra no Irã


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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convocou seu gabinete para uma reunião nesta quarta-feira, 27, em Camp David, retiro rural oficial a cerca de 110 quilômetros de Washington. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 26, pela agência de notícias AFP, com base em um funcionário da Casa Branca. A escolha do local, nas montanhas de Maryland, é incomum e reflete a delicadeza das discussões, que devem abordar a guerra no Irã e a economia, de acordo com o jornal americano New York Post.

Camp David foi palco de importantes iniciativas diplomáticas lideradas pelos EUA, como os acordos de 1978 entre Israel e Egito no governo do presidente Jimmy Carter. Lá também foi realizada uma cúpula israelense-palestina em 2000, na presidência do democrata Bill Clinton. As negociações fracassaram por impasses a respeito de Jerusalém e da expansão de assentamentos.

No entanto, Trump foi poucas vezes à residência presidencial secundária, com apenas duas visitas desde que retornou à Casa Branca, em janeiro do ano passado. Em 2019, durante o seu primeiro mandato, o republicano cancelou uma cúpula com líderes talibãs em Camp David devido a um ataque contra as forças americanas.

O encontro ocorrerá após o Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês) ter atacado instalações de mísseis e embarcações que estariam tentando instalar minas no Golfo Pérsico. Na segunda-feira 26, o Centcom afirmou que “as forças americanas realizaram ataques de autodefesa no sul do Irã” para proteger suas “tropas das ameaças representadas pelas forças iranianas”.

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Ameaça iraniana

Em resposta, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, advertiu que os EUA não terão “refúgio seguro” no Oriente Médio e que os países da região “não servirão mais de escudo para as bases americanas”. Em comunicado, ele também afirmou Israel estava “se aproximando dos estágios finais de sua existência miserável”.

Em paralelo, a Guarda Revolucionária Islâmica informou que abateu um drone MQ9 Reaper que invadiu o espaço aéreo iraniano. Além disso, afirmou ter disparado contra caça F-35 e um drone de coleta de informações RQ4. O exército ideológico do Irã alertou “contra qualquer violação do cessar-fogo por parte das forças armadas agressivas dos EUA e considera legítimo e certo o seu direito a uma resposta recíproca”.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã também reiterou a violação do cessar-fogo na região de Hormozgan e condenou os “repetidos assédios navais contra navios comerciais iranianos”, acrescentando: “A República Islâmica do Irã não deixará nenhum ato de agressão sem resposta e não hesitará em defender o povo iraniano com a menor demora”.

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Os disparos adicionaram uma camada de tensão à já instável negociação por um acordo que encerre a guerra de maneira permanente — e vieram justamente enquanto os principais negociadores do Irã chegavam a Doha para conversas de paz. Enquanto isso, Trump disse que as negociações com o Irã estavam indo “bem”, mas alertou para novos ataques caso fracassassem. “Só haverá um Grande Acordo para todos, ou nenhum acordo”, disse o ocupante do Salão oval nas redes sociais.

 

 



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