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Cinco Impasses de Trump na guerra imperialista contra o Irã


Os novos ataques militares dos EUA contra o Irã demonstram o fracasso, até o momento, de todas as tentativas de um efetivo acordo de paz envolvendo os aliados EUA – Israel e o Irã. As tensões no estreito de Ormuz seguem, e até se aprofundam; os criminosos bombardeios de Israel ao Sul do Líbano são frequentes até hoje; e é também uma realidade cruel a consolidação da ocupação colonial de Gaza dirigida pelo genocida Netanyahu, com apoio de Trump.

Trump prometeu uma vitória rápida e esmagadora na sua guerra imperialista contra o Irã, mas a realidade tem sido muito mais contraditória do que a anunciada por ele. Vejamos:

1. O regime político iraniano sobreviveu
O tiro saiu pela culatra. No início da guerra, tanto Trump como Netanyahu prometeram derrubar o atual regime político do Irã. Mas, até o momento, o resultado tem sido bem diferente, o sentimento nacional e a defesa da soberania prevaleceram no Irã, em detrimento das expectativas de mudanças, observadas em outro momentos no país persa. Se ainda poderia haver dúvida desta realidade, os milhões de presentes no funeral de Ali Khamenei são uma comprovação inequívoca da rejeição ampla que EUA e Israel enfrentam hoje no Irã.

2. A guerra abalou a popularidade de Trump
Em novembro, acontecem as eleições legislativas de meio de mandato nos EUA, renovando a Câmara e o Senado. A guerra tem sido um dos elementos principais que explicam a significativa queda da popularidade de Trump, que pode perder a atual maioria que os republicanos possuem em ambas casas, especialmente na Câmara. Segundo uma recente pesquisa da Reuters-Ipsos a taxa de aprovação de Trump caiu para 34% e apenas 23% dos entrevistados acreditam que os EUA ficaram mais fortes com a guerra contra o Irã.

3. EUA sucumbiu à guerra econômica do petróleo
Numa recente entrevista a Axios, o próprio Trump reconheceu que as tensões envolvendo os sucessivos fechamentos do Estreito de Ormuz provocaram fortes oscilações no preço internacional do petróleo, que chegou a 126 dólares o barril, no auge dos conflitos. Ele chegou a dizer que busca agora um acordo de paz para evitar uma depressão econômica global, diante de um risco de um desabastecimento internacional. Toda esta crise recolocou no centro do debate internacional a dependência global da exploração de combustíveis fósseis, num contexto em que a crise climática vem se agravando de forma avassaladora.

4. As diferenças entre Trump e Netanyahu
A continuidade das operações militares israelenses no sul do Líbano tem gerado atritos e dificuldades para a estratégia de controle e estabilização defendida por Washington, neste momento. Se, por um lado, Trump quer interromper a guerra devido a queda da sua popularidade, Netanyahu quer manter o conflito para tentar escapar da forte pressão política e judicial, em um contexto marcado por disputas eleitorais e instabilidade interna. As eleições legislativas em Israel seguem marcadas para outubro deste ano, salvo alguma mudança de última hora, e numa recente pesquisa do chamado Instituto da Democracia em Israel aponta que 61% dos entrevistados não querem que Netanyahu continue no poder, embora seu partido, Likud, ainda lidere a preferência dos eleitores nesta pesquisa. Existe uma briga interna neste partido de ultradireita, e se Netanyahu perder as proteções institucionais do cargo de primeiro-ministro, pode ver a possibilidade da sua condenação em tribunais internacionais avançar mais rapidamente.

5. Mais instabilidade regional
Longe de promover a pacificação e o controle do chamado Oriente Médio, a escalada militar, promovida por Israel e EUA, ampliou as tensões políticas e militares na região. Além da guerra imperialista contra o Irã, que está sendo retomada agora, outras questões centrais, como o genocídio em Gaza e a ocupação do sul do Líbano, ambos provocados por Israel, tornaram-se ainda mais complexas, com um a solução cada vez mais distante no horizonte político.

Uma conclusão óbvia: um cenário com ainda maiores incertezas

o cenário atual demonstra o fracasso da estratégia militar anunciada por Trump no início dos conflitos com o Irã. Longe de conseguir estabilizar e controlar a região, os desdobramentos da guerra continuam produzindo graves impactos políticos, econômicos, diplomáticos e humanitários em várias regiões do globo.

Até o momento, é possível adiantar uma conclusão: o cenário atual demonstra o fracasso da estratégia militar anunciada por Trump no início dos conflitos com o Irã. Longe de conseguir estabilizar e controlar a região, os desdobramentos da guerra continuam produzindo graves impactos políticos, econômicos, diplomáticos e humanitários em várias regiões do globo.

Inclusive, os novos ataques dos EUA contra Irã, iniciados nesta terça-feira, dia 7.7, aprofunda a instabilidade em toda a região.

Vivemos um momento de impasse na política do governo Trump para a região. Portanto, este momento exige ainda mais que as organizações de esquerda e os movimentos sociais intensifiquem às mobilizações internacionais pelo fim do genocídio em Gaza, a desocupação completa do Sul Líbano e o fim da guerra imperialista contra o Irã.



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