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Supremo de Israel suspende lei que proíbe prisão de ultraortodoxos que não cumprem serviço militar


A Suprema Corte de Israel suspendeu, nesta quarta-feira, 15, uma lei aprovada na véspera que proíbe a prisão de homens ultraortodoxos que não cumprirem o serviço militar obrigatório.

A decisão foi tomada após líderes da oposição, entre eles Yair Lapid e Avigdor Liberman, recorrerem contra a medida. De acordo com a Suprema Corte, a lei foi suspensa porque beneficiava apenas um grupo específico da população.

Na terça-feira, o Knesset, o Parlamento israelense, aprovou o projeto por 58 votos a favor e 54 contra. O resultado provocou críticas em meio à escassez de soldados enfrentada pelas Forças Armadas israelenses, enquanto o país segue envolvido em diferentes conflitos, incluindo a guerra no Irã.

A lei determinava que, até 30 de novembro deste ano, estaria proibida a prisão de estudantes de escolas religiosas em idade de alistamento que evitassem o serviço militar.

Os judeus ultraortodoxos foram isentos do recrutamento em 1948, logo após a fundação do Estado de Israel, com o objetivo de preservar tradições religiosas ameaçadas após o Holocausto. A comunidade argumenta que o alistamento obrigatório afastaria os jovens dos estudos religiosos e colocaria em risco seu modo de vida e seus costumes.

Nos últimos anos, porém, aumentaram as pressões pelo fim desse tratamento diferenciado. A própria Suprema Corte já se manifestou diversas vezes contra a isenção e, em 2024, determinou que o governo convocasse homens ultraortodoxos para o serviço militar.



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