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Nova estratégia do Exército focada em drones e sensores


O Exército Brasileiro lançou uma nova política de defesa focada em tecnologias acessíveis, como drones e sensores. Motivada pelos conflitos na Ucrânia e no Irã, a mudança prioriza equipamentos modernos em vez de itens caros, buscando adaptar a Força Terrestre à realidade da guerra atual.

Quais são as principais mudanças na estratégia de defesa do país?

A nova Política de Transformação do Exército foca na troca de investimentos em armas pesadas e caríssimas, como grandes tanques e blindados, pelo uso intensivo de drones de ataque, defesas antiaéreas e sistemas de sensores integrados. O objetivo é usar a tecnologia para compensar orçamentos limitados, inspirando-se em como países como a Ucrânia conseguiram resistir a potências militares maiores usando soluções mais baratas e inteligentes.

Como os drones influenciam essa nova visão militar?

Os drones mudaram a lógica econômica da guerra. Um equipamento que custa alguns milhares de dólares pode destruir tanques ou refinarias que valem milhões. O Brasil agora classifica os drones em quatro categorias, desde modelos pequenos usados para vigiar tropas ou realizar ataques explosivos rápidos (kamikazes), até aeronaves de grande porte, do tamanho de aviões civis, capazes de voar milhares de quilômetros para atacar alvos estratégicos.

O que são os sensores avançados e o sensor quântico mencionados?

O Exército quer integrar radares e postos de observação nas fronteiras para compartilhar dados em tempo real. O plano vai além de vigiar barcos de traficantes, focando em detectar mísseis e enxames de drones. A meta no futuro é o ‘sensor quântico’, uma tecnologia capaz de detectar assinaturas elétricas minúsculas, como os batimentos cardíacos de um inimigo escondido em território hostil, algo que já está no radar de potências globais.

Haverá redução no número de soldados ou de bases militares?

Sim. O plano prevê uma ‘reotimização’. O número de projetos estratégicos cairá de 13 para 6, e unidades militares em áreas seguras serão fechadas ou transferidas para regiões críticas, como as fronteiras. Além disso, o Exército decidiu reduzir o efetivo em ‘prontidão máxima’ (soldados com os melhores equipamentos prontos para agir) de 40% para 20%, concentrando recursos onde a inteligência e o deslocamento rápido sejam mais necessários.

O Brasil pretende fabricar essas tecnologias internamente?

A intenção é estimular a indústria brasileira para evitar a dependência de fornecedores estrangeiros, o que pode ser perigoso em tempos de guerra. Contudo, oficiais admitem que o país ainda não consegue produzir tudo sozinho, especialmente sistemas complexos de interceptação de mísseis e radares quânticos. Por isso, a ordem atual é realizar compras internacionais que incluam a transferência da tecnologia para que os brasileiros aprendam a fabricar.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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