O partido Missão oficializou nesta segunda-feira (20) o seu fundador, Renan Santos, como candidato à Presidência da República. Com isso, ele se tornou o primeiro nome com candidatura oficialmente homologada para a disputa presidencial do próximo mês de outubro no Brasil.
A legenda alegou motivos de segurança para antecipar a convenção, que foi realizada em formato online e sem transmissão aberta. A legenda alegou ter recebido ameaças de facções criminosas.
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“É oficial: o partido Missão me indicou como CANDIDATO à Presidência da República. Junto comigo vem meu vice, Aroldo. Bora vencer e honrar essa missão!”, escreveu Renan no X.
Na mesma convenção, o Missão oficializou a candidatura do vice, Aroldo Medina, e do deputado federal Kim Kataguiri como vice-presidente do partido e titular do Conselho de Ética da sigla.
O ato do partido foi utilizado como um protesto contra a atuação de facções criminosas. A agremiação atribui a supostas ameaças desses grupos a antecipação do lançamento da candidatura, medida tomada para que a Polícia Federal (PF) atue na segurança do evento presencial de lançamento, que segue previsto para agosto.
Kataguiri anunciou uma série de ações no Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja reconhecido um estado de exceção no país devido à atuação das organizações criminosas.
Início do prazo das convenções
Teve início nesta segunda-feira o prazo das convenções partidárias para a oficialização de candidatos. Os partidos terão de hoje até o dia 5 de agosto para definir nomes e fechar alianças com outras siglas para as eleições presidenciais, regionais e legislativas, marcadas para 4 de outubro.
Posteriormente, os escolhidos terão de se submeter ao escrutínio da Justiça Eleitoral, que analisará se preenchem os requisitos legais para a candidatura. Os candidatos só poderão pedir votos publicamente a partir de 16 de agosto, quando começa oficialmente a campanha.
Milei apoiará Flávio Bolsonaro
O Partido Liberal (PL) tem, desde o ano passado, o primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro como pré-candidato. A cerimônia que deve lançá-lo está prevista para o próximo sábado (25), em São Paulo, e contará com a presença do presidente argentino, Javier Milei.
O ministro do STF, Alexandre de Moraes, proibiu o senador de visitar o pai até o fim do primeiro turno das eleições, o que suscitou acusações de tentativa de interferência no pleito por parte de aliados e consolidou Flávio como nome de oposição ao governo.
No sábado, em um ato em Vitória, Flávio chamou o magistrado de “tirano” e “demônio”.
“As instituições estão controladas. Um inocente está preso e o criminoso está governando o Brasil”, declarou.
PT deve oficializar Lula no dia 2
Por sua vez, o Partido dos Trabalhadores (PT) deve oficializar a candidatura de Lula em 2 de agosto, em São Paulo, segundo informaram fontes do partido à agência EFE. O chefe de Estado busca seu quarto mandato não consecutivo aos 80 anos, e repetirá a chapa com o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, como candidato a reeleição como vice-presidente.
Outras candidaturas
À margem da disputa principal entre Lula e Flávio Bolsonaro, outros partidos, especialmente no campo conservador, lançarão seus candidatos à Presidência:
- Partido Social Democrático (PSD): deve proclamar no próximo domingo (26), em São Paulo, Ronaldo Caiado, que se apresenta como uma “terceira via”.
- Partido Novo: deve oficializar no dia 27 o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema.
- Missão: confirmou para o dia 1º de agosto o evento de lançamento presencial da candidatura de Renan Santos, além da apresentação do chamado “Livro Amarelo”, que reúne as diretrizes e bandeiras do partido.



