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Irã ataca Kuwait, Bahrein e Jordânia em retaliação a bombardeios americanos


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O Irã, que relatou uma nova rodada de bombardeios em larga escala dos Estados Unidos contra seu território, respondeu nesta quarta-feira, 15, com ataques a instalações americanas em vários países do Golfo. A troca de disparos ocorre em meio a uma escalada de tensões no Oriente Médio, onde o Exército americano restabeleceu, na noite passada, seu bloqueio no Estreito de Ormuz aos portos iranianos.

A Guarda Revolucionária Islâmica, exército ideológico iraniano, afirmou ter atacado instalações — centros de comando e controle, logística, combustível e equipamentos militares, segundo eles — pertencentes à Quinta Frota dos Estados Unidos no Bahrein.

O Kuwait, atingido na terça-feira por mísseis e drones que feriram quatro militares, relatou novos ataques de drones nesta quarta. O Irã anunciou que bombardeou o centro logístico kuwaitiano de Mina Abdullah, utilizado pelo Exército americano.

Um drone militar escuro, com asas finas e uma luz vermelha embaixo, voa em meio a uma nuvem de fumaça e detritos. O céu claro e amarelado no canto superior direito contrasta com a escuridão da fumaça, que domina a parte inferior e central da imagem, sugerindo um cenário de conflito ou destruição
Drone lançado pelo Irã, de um local não revelado, em direção a alvos dos EUA no Bahrein e no Kuwait. 15/07/2026 – (SEPAHNEWS.COM/AFP)

O Exército da Jordânia informou, enquanto isso, que suas defesas aéreas interceptaram e derrubaram três mísseis balísticos em seu espaço aéreo nesta manhã. Segundo a mídia estatal iraniana, os projéteis miravam hangares na base Al Azraq e uma instalação que abriga caças F-18.

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Teerã também disse nesta quarta que o Estreito de Ormuz “permanecerá fechado até que os Estados Unidos ponham fim aos seus atos de agressão”, em um comunicado divulgado pela televisão estatal. A nota da Guarda Revolucionária Islâmica menciona ainda um possível fechamento de “outras vias de exportação de petróleo e gás que atendem aos interesses dos Estados Unidos e de seus aliados”, em aparente referência ao Mar Vermelho — lá, os rebeldes hutis, do Iêmen, aliados do Irã, já fizeram bloqueios bem-sucedidos durante a guerra em Gaza.

Além disso, vários petroleiros foram atacados no Estreito de Ormuz, ações que deixaram pelo menos dois mortos e vários feridos desde a noite de segunda-feira, segundo a Organização Marítima Internacional (OIM). Fora o impacto sobre o comércio mundial, as Nações Unidas expressaram preocupação com as “graves consequências socioeconômicas e humanitárias” do bloqueio da “rota de passagem essencial da qual dependem milhões de pessoas”.

Protocolo “desmantelado”

Com o retorno do bloqueio naval americano, o vice‑ministro iraniano das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, afirmou que Washington “desmantelou” o protocolo de acordo.

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O presidente americano, Donald Trump, fez novas ameaças contra o Irã, advertindo que ampliará os ataques na próxima semana para atingir usinas de energia se Teerã não retornar à mesa de negociações.

O controle do Estreito de Ormuz está no centro da retomada das hostilidades. Ataques iranianos contra cargueiros e petroleiros que usam a chamada rota de Omã, sobre a qual têm menos influência, motivaram represálias dos Estados Unidos que, por sua vez, foram respondidas com disparos de mísseis contra bases americanas na região. As tensões aumentaram depois que Trump anunciou que Washington passaria a controlar a nevrálgica rota marítima — e seria pago por isso. No entanto, após uma reação negativa dos mercados, ele voltou atrás e desistiu da taxa de 20% sobre a carga das embarcações que cruzassem o estreito.

Não há sinal de que a marcha ré venha a arrefecer as tensões. Nesta manhã, o Irã informou que houve uma quarta madrugada seguida de bombardeios contra seu território, em Bandar Abbas e na ilha de Qeshm — no Estreito de Ormuz — e na cidade de Ahvaz, sudoeste do país. Segundo o Exército do país, sete militares morreram em ataques americanos contra um quartel na cidade de Iranshahr, que fica a 1.500 km da capital Teerã.

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O Centcom afirmou que os bombardeios atingiram “áreas de mísseis e drones iranianos, de capacidades navais e sistemas de defesa costeira”.

Trump enviou na semana passada uma notificação oficial ao Congresso para informar a retomada do conflito, iniciado em 28 de fevereiro pelos bombardeios de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã.



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