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Em um novo passo para reforçar a segurança da Europa em meio à guerra na Ucrânia, líderes de nove países do continente anunciaram nesta segunda-feira, 13, a criação de uma coalizão inédita com Kiev para desenvolver um sistema integrado de defesa contra mísseis balísticos.
A iniciativa reúne Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Holanda, Noruega, Espanha, Suécia e Reino Unido. Segundo comunicado conjunto divulgado pela Presidência francesa, o objetivo é construir uma arquitetura conjunta de defesa aérea capaz de proteger a Europa de futuras ameaças e ampliar a capacidade de resposta dos países participantes.
“O futuro da segurança europeia depende de uma solução integrada para defesa antimísseis, desenvolvida por meio de esforço coletivo, abertura tecnológica e cooperação entre indústrias de confiança”, afirma o texto.
A coalizão veio durante uma visita do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a Paris, onde ele se reuniu com dezenas de chefes de Estado para pedir ajuda contra os ataques com mísseis da Rússia, que têm castigado seu país e deixado o restante do continente apreensivo quanto às ambições mais amplas de Moscou.
“Acreditamos que proteger a Europa exige uma solução abrangente, na forma de uma arquitetura integrada de defesa antimísseis, para dissuadir e neutralizar futuras ameaças com mísseis”, dizia o comunicado. “Reconhecemos a experiência singular da Ucrânia, adquirida por meio de sua defesa contra a guerra de agressão travada pela Rússia.”
Escudo europeu
De acordo com o governo francês, a nova estrutura não substituirá os sistemas de defesa já existentes, mas funcionará de forma complementar. O projeto prevê a integração de equipamentos já adquiridos — ou que ainda serão comprados — pelos países da coalizão, formando uma rede coordenada de proteção contra ataques com mísseis balísticos.
O comunicado não estabeleceu um cronograma para a implementação do sistema de defesa nem o modelo operacional do sistema, e afirmou que o plano permanecia aberto a outros membros. Ainda assim, a iniciativa representa mais um movimento dos aliados europeus para fortalecer a defesa do continente desde a invasão russa da Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022.
Tática de pressão
O anúncio ocorre em um momento de intensificação dos ataques russos. Nas últimas semanas, Moscou ampliou o uso de drones e mísseis contra cidades ucranianas, enquanto os aliados ocidentais aceleram o envio de equipamentos militares e discutem novas formas de ampliar a capacidade defensiva da Europa. A expectativa é pressionar a Rússia a voltar à mesa de negociações.
O presidente russo, Vladimir Putin, porém, manteve-se intransigente e prometeu, nesta segunda-feira, uma retaliação contundente aos recentes ataques de longo alcance de Kiev contra refinarias, petroleiros e terminais de armazenamento, que provocaram escassez generalizada de combustível.
“Onde quer que tentem atacar o território russo, responderemos na mesma moeda, mas nossos ataques serão várias vezes mais potentes”, garantiu ele durante uma reunião com ativistas pró-Kremlin.

