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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar a Espanha nesta quarta-feira, 8, ordenando a suspensão imediata de todo o comércio com o país europeu devido à recusa do país europeu em se comprometer com a nova meta de gastos com defesa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), de 5% do PIB.
Durante uma coletiva de imprensa em Ancara, capital da Turquia, antes de uma cúpula da Otan, o presidente americano afirmou que ordenou ao secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, que interrompesse as relações comerciais com a Espanha, que classificou como um “parceiro terrível” na aliança militar.
“A Espanha é uma causa perdida. Não queremos mais fazer negócios comerciais com a Espanha”, disse Trump. “Aliás, eu gostaria de cortar isso. A Espanha é um parceiro terrível na Otan. Eles não participam, não pagam. Não quero ter nada a ver com a Espanha. Cortem todo o comércio com a Espanha, incluindo visitas”, completou.
As regras da União Europeia, no entanto, exigem que as negociações comerciais sejam conduzidas como a integralidade do bloco.
Briga antiga
Não é a primeira vez que Trump ameaça encerrar as relações comerciais com a Espanha, cujo primeiro-ministro, Pedro Sánchez, está entre os poucos líderes que manifestaram publicamente oposição à guerra no Irã. No início do conflito, o país europeu se recusou a permitir que militares americanos usassem suas bases para missões relacionadas aos ataques no Oriente Médio.
Em resposta à mais nova declaração de Trump, o gabinete de Sánchez informou que recebeu “com tranquilidade e normalidade” os comentários do presidente americano e afirmou que não pretende alterar a excelente relação social e econômica mantida com os Estados Unidos.
Já a ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, criticou a postura de Trump e afirmou que ele “confunde diplomacia com intimidação”.
“Trump chama a Espanha de ‘parceiro terrível’ porque não aceita chantagens nem ameaças. Porque somos um país soberano, democrático, que defende o multilateralismo e a paz. Terrível é confundir a diplomacia com o autoritarismo”, escreveu García em uma publicação no X (ex-Twitter).

