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Trump classificou PCC e CV como terroristas após ‘pressão dos Bolsonaro’, afirma ‘NYT’


Uma reportagem do jornal americano The New York Times divulgada nesta quinta-feira, 28, afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas após “pressão dos Bolsonaro”. A determinação do governo Trump ocorre depois de um encontro entre Trump e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na Casa Branca, no qual o parlamentar disse ter pedido que as facções fossem incluídas na lista.

O NYT afirmou que a decisão “ameaça tensionar novamente as relações entre as duas maiores nações do Hemisfério Ocidental, que só recentemente começaram a reparar suas relações”. A declaração faz referência à deterioração das relações entre EUA e Brasil devido às tarifas impostas a produtos brasileiros em retaliação à “caça às bruxas” ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os laços melhoraram nos últimos meses, com o republicando chamando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “dinâmico” depois de uma reunião correr “muito bem” na Casa Branca no início deste mês. A designação, que permite que o governo americano sancione os grupos criminosos e pessoas relacionadas a eles, “gerou preocupação entre autoridades brasileiras de que os Estados Unidos possam estar tentando influenciar as próximas eleições, ajudando um novo Bolsonaro”, de acordo com o jornal.

+ O silêncio de Trump sobre encontro com Flávio Bolsonaro

A matéria apontou que Flávio comemorou a classificação, “atribuindo a si mesmo o mérito de ter influenciado a decisão do governo Trump e criticando duramente a gestão do crime por Lula”. O jornal também frisou que o petista foi contra a medida ao defini-la como “uma intromissão nos assuntos internos do seu país e argumentando que existem melhores formas de combater o crime organizado, tais como o fortalecimento da polícia, uma melhor coordenação das operações internacionais e a apreensão dos ativos financeiros das quadrilhas”.

“As redes criminosas se tornaram uma grande preocupação para os eleitores brasileiros às vésperas das eleições, e a designação pelos EUA pode colocar a questão da segurança em evidência. Isso poderia beneficiar Flávio Bolsonaro, justamente quando o apoio eleitoral parece ter diminuído após um escândalo que o liga a um banqueiro desonrado, investigado por um vasto esquema de fraude”, acrescentou o texto, mencionando a relação entre o senador e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

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