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Trump acusa Irã de violar cessar-fogo com ataques ‘insensatos’ contra navios no Estreito de Ormuz


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou nesta sexta-feira, 26, o Irã de atacar navios que navegam pelo Estreito de Ormuz, em uma violação do acordo de cessar-fogo entre os dois países.

“A República Islâmica do Irã disparou pelo menos quatro drones de ataque unidirecional contra navios que transitavam pelo Estreito de Ormuz. Um dos drones atingiu em cheio o convés superior de um grande e caríssimo navio de carga. Houve danos, mas o navio conseguiu seguir viagem. Nós abatemos outros três drones. Obviamente, trata-se de uma violação insensata do nosso acordo de cessar-fogo”, escreveu em publicação nas redes sociais.

Os dois países, que encerraram uma primeira rodada de negociações na Suíça na segunda-feira sem grandes avanços, vêm apresentando versões conflitantes sobre o controle do Estreito de Ormuz, assim como guerra paralela de Israel no Líbano e incentivos financeiros ao Irã, — todos aspectos importantes do memorando assinado na semana passada com o objetivo de encerrar a guerra.

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Mais cedo, nesta sexta, o Irã voltou a defender seu direito de controlar a navegação no Estreito de Ormuz e advertiu os países do Golfo a não se alinharem aos Estados Unidos, ampliando as tensões em torno da estratégica rota marítima, por onde passam 20% do petróleo e gás consumidos no mundo.

A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, recém-criada pelo Irã para gerenciar o Estreito de Ormuz, afirmou na quinta-feira 25 que as embarcações que navegarem fora das rotas estabelecidas não terão garantia de passagem segura.

“As consequências decorrentes da passagem por rotas não autorizadas serão de responsabilidade do proprietário, do operador e do comandante da embarcação”, disse o entidade no X (ex-Twitter).

Na quinta-feira, a agência de navegação da ONU chegou a suspender ma operação de retirada de centenas de navios retidos e na passagem, após um navio ter sido atacado no Golfo de Omã.

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“Fui informado hoje de um ataque no Golfo de Omã contra um navio que passou pelo Estreito de Ormuz. Essa embarcação não transitou sob o quadro de retirada da IMO”, disse Arsenio Dominguez, secretário-geral da Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), em comunicado. “Decidi suspender temporariamente sua implementação para reconfirmar que as garantias de segurança necessárias continuam em vigor para os navios na nossa lista de evacuação e para todos os que estão na região.”

A iniciativa, lançada na terça-feira, era uma opção voluntária para que navios e suas tripulações deixassem o Golfo por duas rotas: uma por águas iranianas e outra por águas de Omã com supervisão dos EUA.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores iraniano classificou como “intervencionista, irresponsável e provocativa” uma declaração conjunta dos Estados Unidos e dos seis integrantes do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), que rejeitaram a intenção iraniana de cobrar taxas de embarcações que cruzam o estreito.

Sobre as taxas em Ormuz, o memorando de entendimento assinado na semana passada indica que o regime iraniano se comprometeu a não cobrar pagamentos de quaisquer embarcações durante o período de 60 dias de negociações aberto na segunda. Deixa em aberto, porém, o que acontecerá ao fim do prazo.

“O Irã informou aos Estados Unidos que, apesar de notícias falsas e provocativas que afirmam o contrário, ‘NÃO HÁ PEDÁGIOS, CUSTOS DE SEGURO OU QUAISQUER OUTRAS TAXAS SENDO EXIGIDOS OU RECEBIDOS PELO IRÃ DE NAVIOS QUE NAVEGAM PELO ESTREITO DE HORMUZ’”, escreveu Trump em uma publicação nas redes sociais. “Se essa informação for falsa, as negociações terminarão imediatamente !”.



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