Um terremoto de magnitude 6,1 com epicentro no Golfo do México foi sentido em Havana, capital de Cuba, nesta segunda-feira, 8. Segundo relatos da agência AFP, o tremor durou cerca de 20 segundos e levou moradores a abandonar prédios e buscar abrigo nas ruas da cidade. Não há registro de vítimas ou danos graves.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou que o sismo ocorreu a aproximadamente 100 quilômetros da cidade de Mantua, no extremo oeste do país.
O abalo também foi sentido em cidades na Flórida, nos Estados Unidos. Autoridades americanas relataram tremores em Miami, Tampa, Orlando e outras localidades do estado americano. Em Miami, funcionários deixaram os edifícios por precaução. Autoridades meteorológicas dos EUA descartaram risco de tsunami.
Crise em Cuba
O terremoto ocorre em um momento especialmente delicado para Cuba. O país enfrenta uma grave crise econômica e energética, marcada por escassez de combustíveis, inflação elevada, falta de produtos básicos e apagões frequentes.
Segundo dados oficiais, a economia cubana encolheu mais de 15% desde 2020. A combinação de sanções americanas, queda das receitas do turismo, dificuldades para importar combustíveis e problemas estruturais na geração de energia agravou as condições de vida na ilha.
Nos últimos meses, os apagões se tornaram parte da rotina dos cubanos. Em algumas províncias, moradores relatam ficar mais de 20 horas por dia sem eletricidade. Mesmo em Havana, considerada prioridade pelo governo, o fornecimento de energia tem sido intermitente, afetando o transporte público, o comércio, o abastecimento de água e a conservação de alimentos.
A situação se agravou após Washington endurecer as restrições ao fornecimento de combustível para a ilha, ameaçando impor sanções a países que exportem petróleo para Cuba. O movimento reduziu o fluxo de combustível vindo de parceiros tradicionais, como Venezuela e México, aprofundando a crise energética do país.
A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou, em fevereiro, para o risco de um possível “colapso humanitário” caso Cuba não consiga suprir suas necessidades energéticas. Segundo a entidade, a escassez de combustível já compromete serviços essenciais, incluindo hospitais, sistemas de abastecimento de água e a distribuição de alimentos.

