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Rússia realiza ataque mortal contra Kiev, o maior em toda a guerra


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Ao menos 17 pessoas foram mortas e vários prédios residenciais ficaram destruídos em Kiev nesta quinta-feira, 2, no que as autoridades locais classificaram como o maior ataque contra a capital da Ucrânia desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022.

“O balanço em Kiev subiu para 17 mortos. As operações de resgate continuam”, afirmaram os serviços de emergência no Telegram.

O prefeito da cidade, Vitali Klitschko, decretou um dia de luto na sexta-feira, 3, “em memória das vítimas do maior ataque do inimigo contra a capital”.

Imagens dos serviços de emergência mostram uma nuvem densa de fumaça após uma explosão no centro da capital, seguida por um incêndio. Bombeiros e várias ambulâncias chegaram rapidamente ao local. Quase uma hora depois, uma segunda detonação foi registrada nas imediações.

Os moradores de Kiev correram para bunkers e estações de metrô subterrâneas com colchões debaixo dos braços. Em entrevista à agência de notícias AFP, Katerina Koval declarou que não estava mais habituada a procurar abrigos, mas mudou de ideia após os últimos ataques contra alvos civis.

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“A situação sempre pode piorar, mas não acredito que possam nos intimidar”, afirmou a médica residente em Kiev.

“Vamos aumentar a pressão”

O Ministério da Defesa russo confirmou um “ataque em larga escala” contra a capital ucraniana, “em resposta aos ataques terroristas do regime de Kiev contra infraestruturas civis”. O comunicado cita ações contra “empresas da indústria militar e instalações do setor de energia”, em referência aos bombardeios e incursões de drones contra a Rússia, que se intensificaram nos últimos meses.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, enfatizou que a Rússia “vai aumentar a pressão sobre o regime de Kiev, para alcançar nossos objetivos estabelecidos”. A declaração foi a resposta a uma pergunta sobre a intenção da União Europeia de impor novas sanções a Moscou.

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+ Ucrânia contra-ataca: como o país quebra as linhas de defesa da Rússia

Nesta quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sibiga, fez um apelo aos aliados para que “não adiem as decisões sobre a defesa aérea da Ucrânia”.

Enquanto isso, o presidente Volodymyr Zelensky pediu rapidamente aos Estados Unidos que concedam licença para a produção em solo ucraniano de mísseis de defesa antiaérea Patriot, para “impedir ataques como este”.

Destruição

O comandante da administração militar da cidade de Kiev, Timur Tkachenko, denunciou durante a madrugada que, “mais uma vez, o inimigo aponta deliberadamente contra zonas residenciais e mata civis”. Testemunhas relataram que as explosões duraram várias horas.

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“Durante a noite, o inimigo lançou novamente um ataque maciço contra a região de Kiev, utilizando drones de ataque, mísseis balísticos e mísseis de cruzeiro”, declarou Mykola Kalashnyk, funcionário da administração militar da região de Kiev. Segundo ele, cinco distritos foram atingidos.

O prefeito Klitschko informou que os ataques danificaram um prédio no centro da capital que abrigava um estacionamento de ambulâncias. “Cinco profissionais de saúde ficaram feridos. Um paramédico está em condição crítica”, relatou.

Ele disse ainda que o teto de um edifício residencial alto está em chamas em outro distrito, enquanto há pessoas presas em um um prédio de nove andares que foi danificado nos bombardeios

Mais de quatro anos após o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, a capital, assim como outras regiões, é alvo frequente de bombardeios. Há exatamente um mês, em 2 de junho, uma incursão em larga escala, com 656 drones e 73 mísseis, deixou 23 mortos (16 em Dnipro e sete em Kiev, onde quase 50 pessoas ficaram feridas).



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