InícioMundoPríncipe Harry e Elton John perdem processo multimilionário contra tabloide britânico

Príncipe Harry e Elton John perdem processo multimilionário contra tabloide britânico


O príncipe Harry perdeu nesta terça-feira, 7, o processo contra o tabloide britânico Daily Mail em que alegava que o jornal havia usado métodos ilegais, como grampeamentos de telefones e pagamentos a policiais corruptos, para obter informações. A ação também era movida por outras seis pessoas, incluindo o cantor Elton John e o ex-ministro do Partido Liberal Democrata, Simon Hughes. A decisão ocorre em meio à viagem de cinco dias do Duque de Sussex ao Reino Unido, envolta em polêmicas. 

O processo multimilionário mirava a Associated Newspapers Ltd, dona do Daily Mail, Mail on Sunday e MailOnline. No veredito, o juiz Matthew Nicklin rejeitou todas as acusações ao afirmar que os requerentes não conseguiram comprovar que as informações foram adquiridas de forma irregular. Ele também disse que tribunal superior não poderia inferir que uma notícia foi recebida por meios ilegais quando há maneiras legítimas e plausíveis de ter sido obtida.

O grupo acusava a editora de “uso claro, sistemático e contínuo de coleta ilegal de informações” por anos, citando dezenas de jornalistas e investigadores particulares. Foram apresentadas 55 matérias publicadas entre 1997 e 2015, além três incidentes que não viraram artigos, com supostos indícios de coleta ilícita de informações. As alegações envolviam grampeamento telefônico, interceptação de linhas fixas e escutas.

Após a decisão, a Associated Newspapers comemorou a “vitória esmagadora para o Daily Mail e seus jornalistas, e para a liberdade de imprensa em geral”, mas lamentou que a reputação dos repórteres “honestos e dedicados” tenha sido “terrivelmente abalada”. A editora também salientou que a sentença mostra que “cada artigo foi apurado de forma legítima”. 

“Esta é uma magnífica vindicação do jornalismo do Daily Mail”, disse um porta-voz ao jornal britânico The Guardian. “Para algumas das alegações mais ultrajantes feitas quando o caso foi lançado com grande alarde há quatro anos – colocar escutas em carros e casas de pessoas, ouvir ligações telefônicas enquanto eram feitas e acessar ilicitamente contas bancárias – nenhuma prova credível jamais foi apresentada.”

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