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Uma confusão envolvendo a marcação de assentos em um voo da Latam entre Frankfurt, na Alemanha, e o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, terminou com a entrada da polícia na aeronave antes da decolagem na noite do último sábado 23.
O episódio no voo LA 8071 envolveu um casal de brasileiros que retornava de férias na Europa. Segundo a técnica projetista Pâmela Baldan, de Vitória, ela e o marido haviam adquirido assentos com espaço extra, mas receberam cartões de embarque com lugares diferentes dos selecionados no momento da compra.
De acordo com a passageira, o problema foi identificado ainda durante o embarque. Após comunicar a situação à tripulação, o casal teria sido orientado a ocupar os assentos com espaço extra. Pouco depois, no entanto, outra viajante afirmou ter comprado uma das mesmas poltronas, a 13K, onde Pâmela estava sentada.
Início da confusão
Vídeos gravados dentro da cabine e compartilhados nas redes sociais mostram o momento em que uma funcionária da Latam pede que a brasileira deixe o lugar premium e siga para uma poltrona convencional. Pâmela recusou a mudança, alegando que havia pago pelo espaço adicional e que não aceitaria viajar em um lugar diferente do contratado, o que acabou levando ao acionamento da polícia dentro do avião.
A passageira foi transferida para um assento comum, enquanto o marido ocupou uma das poltronas com espaço extra. Segundo ela, os dois viajaram separados durante as cerca de 12 horas de voo.
Processo
Após a repercussão do caso, a brasileira afirmou que pretende processar a companhia aérea. Em entrevista ao g1, ela disse ter se sentido desrespeitada durante o atendimento prestado pela equipe de bordo e pelos funcionários em solo.
“Eles me trataram como louca. Eu mostrava os comprovantes e ninguém queria ouvir”, declarou.
A passageira também afirmou que registrará reclamações em órgãos de defesa do consumidor e na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Ela afirmou ainda que a companhia já devolveu o valor pago pelos assentos com espaço extra, mas considera que a restituição não resolve os transtornos vividos durante a viagem

