InícioBrasilPlano preliminar do PT rejeita condescendência com crime organizado | Blogs | CNN Brasil

Plano preliminar do PT rejeita condescendência com crime organizado | Blogs | CNN Brasil


O documento preliminar do plano de governo do PT, que será divulgado nesta 6ª feira pelo partido, traz um diagnóstico sobre a atuação de organizações criminosas no Brasil e propostas para a área de segurança pública.

Em um dos trechos, afirma que o partido “não somos condescendentes com o crime organizado e as facções criminosas que ameaçam a vida dos cidadãos e cidadãs brasileiras”.

O tema ganhou força nesta 6ª feira depois de os Estados Unidos classificarem o CV e o PCC como organizações criminosas.

O marqueteiro da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, Eduardo Fischer, afirmou que o senador “fez mais pela segurança pública do Brasil em dois dias do que Lula e o PT em 17 anos”.

O texto do PT ainda será submetido a consultas internas, incluindo plataforma interativa, reuniões presenciais e discussões com especialistas antes da versão final ser protocolada no TSE.

A proposta busca se diferenciar da linha defendida pela oposição, que prega maior repressão ao crime.

Segundo o documento, “a experiência internacional é clara: os países que conseguiram reduzir a violência de forma sustentada não o fizeram apenas com mais policiamento e mais prisões”.

O partido defende a combinação entre repressão e prevenção. “Repressão sem prevenção prende, solta e prende de novo sem romper o ciclo, porque as causas que alimentam o crime continuam operando”, diz o texto.

O plano também trata as milícias como eixo central do combate ao crime organizado. “O crime organizado, incluindo as milícias, é o desafio central da segurança pública brasileira”, afirma o documento, que cita tráfico de drogas e armas, fraudes cibernéticas, crimes financeiros, desmatamento ilegal e mineração clandestina como parte das atividades dessas organizações.

O PT critica ainda o que chama de “operações espetaculares” no combate ao crime.

Segundo o documento, “esse crime não é combatido com operações espetaculares que prendem soldados enquanto as lideranças e os recursos permanecem intactos”.

O texto defende inteligência policial, investigação financeira e cooperação internacional para atingir estruturas e fluxos de recursos das facções.

Ao mesmo tempo, o partido afirma que “prevenção sem repressão deixa o crime organizado agir sem consequências” e sustenta que “a combinação inteligente dos dois é o que funciona”.

O plano também prevê atuação coordenada entre União e Estados. “O enfrentamento às organizações criminosas — que atuam no tráfico de drogas, armas, pessoas, crimes digitais, lavagem de dinheiro e ocupação de territórios — exige atuação federativa coordenada, integração e acesso a dados qualificados”.



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