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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que o oligarca russo Roman Abramovich se ofereceu para levar uma mensagem ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, sobre as perspectivas de paz entre Kiev e Moscou. As informações foram divulgadas no último domingo, 7, em uma entrevista dada por Zelensky à emissora britânica Sky News.
“Ele veio a Kiev. Disse: ‘Estou enviando uma mensagem diretamente para você. E quero receber uma mensagem sua e entregá-la a Putin”, contou Zelensky. Segundo o líder ucraniano, o objetivo de Abramovich era verificar o que Kiev estava “pronto para fazer” visando um acordo de paz e que ele teria pedido “silêncio, sem qualquer tipo de mensagem pública” sobre o contato.
Zelensky diz ter respondido que a Ucrânia se mantém firme na posição de não abrir mão do Donbass, território oriental reivindicado pela Rússia e apontado por Putin como parte integral de qualquer acordo de paz.
“Eu disse que nós não vamos embora e não vamos sair do nosso território. Não, não vamos dar a vocês uma vitória dessa maneira. E vocês não vão consegui-la”, apontou o presidente.
As informações vêm a público dias após Putin declarar que um empresário russo se reuniu com Zelensky e disse que o mandatário ucraniano pediu uma reunião. “Além de toda a conversa sem importância, o principal que ele trouxe foi que o senhor Zelensky pediu uma reunião. Eu disse que nunca me recusei. Mas encontrar-se para ficar discutindo em vão… Eu já passei por isso”, afirmou o líder russo, de acordo com a agência de notícias Interfax.
Conhecido no Ocidente por passar quase duas décadas à frente do clube de futebol Chelsea, da Inglaterra, Roman Abramovich é um dos mais notáveis bilionários da Rússia. Após se desfazer da equipe devido a sanções do governo britânico, o magnata desempenhou um papel importante nas primeiras negociações para um cessar-fogo entre Kiev e Moscou, ainda no primeiro semestre de 2022. Após as tratativas fracassarem, a participação de Abramovich em qualquer diálogo entre os países ficou menos visível.
O bilionário russo comprou o Chelsea por uma pechincha — 140 milhões de libras (R$ 1 bilhão) — em 2003, época em que o Manchester United e o Arsenal dominavam a Premier League, o campeonato britânico. Durante seus 19 anos de liderança, ficou conhecido por transformar o time, financiando contratações que ultrapassaram US$ 1 bilhão (R$ 5,5 bilhões) e conquistando impressionantes 19 títulos, incluindo cinco Premier League, cinco Copas da Inglaterra e duas Ligas dos Campeões.

