InícioMundoO desafio de bombeiros brasileiros que atuam nos resgates na Venezuela

O desafio de bombeiros brasileiros que atuam nos resgates na Venezuela


Os bombeiros brasileiros que estão auxiliando no socorro aos sobreviventes do terremoto que atingiu a Venezuela na semana passada tem o desafio de encontrar possíveis vítimas que ainda estão nos escombros, após os primeiros resgates ocorrerem nas áreas de mais fácil acesso.

Segundo o tenente-coronel Ícaro Gabriel Greinert, líder da equipe do Corpos de Bombeiros do Paraná enviada ao país, o trabalho das equipes internacionais é mais técnico e demorado.

“As vítimas superficiais normalmente já foram retiradas pelas equipes locais. Nós entramos em uma fase de busca técnica no interior das edificações colapsadas. São manobras demoradas, prédio por prédio, utilizando cães e equipamentos especializados para localizar pessoas que possam estar em espaços vitais sob os escombros”, explica.

O Paraná enviou dez bombeiros militares e dois cães de busca. Ao todo, 44 brasileiros embarcaram na missão, incluindo bombeiros, equipes de apoio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e profissionais da área da saúde.

Os bombeiros também enfrentam riscos constantes. Antes de entrar nas estruturas colapsadas, as equipes precisam estabilizar e escorar os escombros para reduzir o risco de novos desabamentos, permanecendo atentas à ocorrência de tremores secundários.

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“Quando você está no interior dos escombros, qualquer movimentação pode provocar um novo colapso sobre os bombeiros. Por isso trabalhamos sempre com escoramentos e protocolos rigorosos de segurança”, afirma Ícaro Gabriel Greinert.

Na região de La Guaira, no litoral venezuelano, os profissionais trabalham em turnos operacionais de 12 horas, com paradas apenas para hidratação, concentrando esforços na localização de vítimas que ainda possam estar vivas entre os escombros.

As equipes realizam o reconhecimento das edificações atingidas, avaliam a estabilidade das estruturas e empregam cães de busca e equipamentos especializados para localizar e sinalizar possíveis vítimas sob os escombros, orientando as operações de resgate.

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A missão brasileira é coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores, por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), e atua em uma das áreas mais afetadas pelo desastre.

Atualmente, cerca de 30 equipes internacionais participam das operações de busca e resgate, organizadas em diferentes setores de atuação, e a força-tarefa brasileira esteve entre as primeiras a chegar ao país para reforçar os trabalhos.



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