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O alerta sobre ataques que fez a Rússia mandar estrangeiros e diplomatas deixarem Kiev


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A Rússia declarou que pretende lançar uma série de “ataques sistemáticos” às instalações industriais de defesa em Kiev, capital da Ucrânia, e pediu que cidadãos estrangeiros, em especial diplomatas, deixem a metrópole. Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, 25, autoridades russas afirmaram que os disparos serão uma resposta a uma ofensiva do Exército ucraniano que, segundo o Kremlin, atingiu um dormitório estudantil em Luhansk na semana passada.

Lançado durante a madrugada da última sexta-feira 22, o suposto ataque de drones promovido pelas forças ucranianas levou à morte de 18 pessoas e feriu outras 42 em Starobilsk, na província ocupada de Luhansk, segundo autoridades russas instaladas por Moscou na região. As baixas fariam da ofensiva uma das mais mortais já empreendidas pela Ucrânia em meses e foi definida como uma “gota d’água” pela Rússia, que invadiu o país vizinho há quatro anos.

O Ministério das Relações Exteriores russo alertou nesta segunda-feira que, em retaliação, uma série de ataques será lançada contra os ucranianos, cujo alvo serão locais de fabricação e programação de drones, que supostamente “estão espalhados por Kiev”. A nota ainda alertou cidadãos estrangeiros, incluindo integrantes de missões diplomáticas e organizações internacionais, para “deixarem a cidade o mais rápido possível”.

+ Rússia acusa Ucrânia de ataque a dormitório estudantil que matou 6; Kiev nega

Disparo controverso

O ataque contra Starobilsk provocou indignação no Kremlin, que classificou o episódio como um “flagrante desrespeito ao direito humanitário internacional” e uma demonstração “da natureza nazista e terrorista do regime de Kiev”. O Exército ucraniano rebateu, defendendo que sua ofensiva atingiu não um dormitório estudantil, mas uma unidade de comando de drones de elite. Nas últimas semanas, as forças do país têm intensificado ofensivas com drones de longo alcance contra infraestruturas militares e energéticas da Rússia.

Apesar das ameaças russas, a agência de notícias Reuters apontou que ucranianos e diplomatas estrangeiros haviam retornado normalmente ao trabalho em Kiev nesta segunda, seguindo suas rotinas diárias. “É uma forma de demonstrar resiliência, e acho extremamente importante que nós, ao redor do mundo, apoiemos isso”, disse o diplomata Gael Veyssière, embaixador francês na Ucrânia, à agência.

No entanto, é pouco provável que as ameaças do Kremlin sejam vazias. O Exército russo tem atacado Kiev com força desde o incidente em Starobilsk, resultando na morte de pelo menos quatro pessoas e deixando mais de 60 feridas, muitas delas vítimas do disparo de um poderoso míssil hipersônico. Além disso, autoridades ucranianas afirmaram que, nesta segunda, ofensivas russas mataram várias pessoas nas regiões de Kharkiv e Donetsk.



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