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Ataques atribuídos à Ucrânia atingiram instalações ligadas ao setor de petróleo no sul da Rússia na madrugada desta sexta-feira, 10, provocando incêndios em uma refinaria e em depósitos de combustível. As ofensivas ocorrem em meio à intensificação dos ataques de Kiev contra a infraestrutura energética russa, considerada estratégica para o financiamento da guerra.
Segundo autoridades da região de Krasnodar, destroços de drones provocaram um incêndio na refinaria de Ilskii, um dos principais complexos de processamento de petróleo do sul do país. As autoridades afirmaram que não houve registro de vítimas.
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Na vizinha região de Rostov, o governador Yuri Sliusar informou que duas instalações de armazenamento de combustíveis na cidade de Azov também foram atingidas e pegaram fogo após os ataques.
Infraestrutura sob pressão
As novas ofensivas acontecem em um momento de dificuldades no abastecimento de combustíveis em partes do território russo, especialmente na Crimeia, península anexada por Moscou em 2014 e frequentemente alvo de ataques ucranianos.
Desde o início da guerra, Kiev tem ampliado o alcance de suas operações com drones, mirando refinarias, depósitos de combustível e centros logísticos em território russo. O objetivo é reduzir a capacidade de Moscou de abastecer suas tropas e enfraquecer uma das principais fontes de receita do esforço militar russo. Recentemente, as forças russas começaram a sabotar a Starlink, sistema de satélites da empresa de Elon Musk, essenciais para a operação de Kiev com drones.
Centenas de drones em Moscou
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que suas forças interceptaram 376 drones ucranianos entre a noite de quinta-feira e a manhã desta sexta-feira. O número, no entanto, não pôde ser verificado de forma independente.
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Nos últimos meses, tanto Rússia quanto Ucrânia intensificaram o uso de drones de longo alcance. Enquanto Moscou mantém bombardeios frequentes contra cidades e infraestrutura ucranianas, Kiev tem levado os ataques cada vez mais para o interior do território russo, mirando principalmente instalações ligadas ao setor de energia e à logística militar.
Mais de quatro anos após o início da invasão em larga escala da Ucrânia, a guerra continua marcada por ofensivas quase diárias dos dois lados, sem sinais de uma redução significativa da intensidade dos combates.

