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A rede elétrica nacional de Cuba entrou em colapso nesta segunda-feira, 6, em meio à crise de desabastecimento enfrentada pela ilha devido ao bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos. Trata-se da terceira queda de energia em todo o país desde o início do ano.
A estatal União Elétrica de Cuba (UNE) anunciou no X, antigo Twitter, que ainda “são investigadas as causas” do “desligamento total” do sistema de energia que afeta toda a ilha, de 9,6 milhões de habitantes.
Durante anos, o Sistema Elétrico Nacional cubano esteve sob forte pressão, sofrendo frequentemente avarias em centrais termoelétricas, escassez de combustível e períodos prolongados de manutenção, o que leva a apagões diários em grande parte da ilha e reflete a fragilidade da rede energética cubana.
Quase dois terços do país já estavam sem eletricidade quando a rede elétrica entrou em colapso nesta segunda-feira.
A situação energética de Cuba é agravada pela pressão internacional. Historicamente dependente do petróleo venezuelano, a ilha sofreu grandes reduções nas remessas após a operação militar americana na Venezuela em 3 de janeiro, que capturou Nicolás Maduro. Desde então, os Estados Unidos intensificaram o cerco ao complexo petrolífero de Caracas e fecharam acordos com o governo interino de Delcy Rodríguez que dão ao país de Trump mais controle sobre o combustível lá extraído.
Após a deposição do ditador chavista, Washington intensificou a narrativa de que Cuba representa uma “ameaça excepcional” à sua segurança nacional, devido às suas relações com países como China, Rússia e Irã.
Cuba necessita de aproximadamente 100 mil barris de petróleo por dia para atender sua demanda energética, mas apenas cerca de 40 mil barris são produzidos internamente. Desde janeiro, Washington permitiu que apenas um petroleiro russo atracasse na ilha, com 100 mil toneladas de petróleo.

