A corrente interna Semear PSOL, manifesta sua mais firme solidariedade ao companheiro José Maria de Almeida diante da condenação imposta pela Justiça da 4ª Vara Criminal Federal, no dia 28/4.
Trata-se de uma decisão injusta e absurda, que atinge não apenas um histórico militante da classe trabalhadora, mas também o direito democrático à livre expressão e à crítica política. Nenhuma pessoa deve ser criminalizada por denunciar violações de direitos humanos e crimes cometidos por Estados autoritários, colonialistas e genocidas, como o de Israel.
A defesa do povo palestino e a denúncia da violência sofrida em Gaza e em outras regiões da Palestina fazem parte de um posicionamento político legítimo, sustentado por princípios de justiça, solidariedade internacional e respeito à vida.
Reafirmamos que criticar as ações do Estado de Israel e a ideologia sionista não significa, em hipótese alguma, ser contra o povo judeu ou incorrer em antissemitismo. É fundamental preservar essa distinção para que o combate ao racismo não seja instrumentalizado contra aqueles que se posicionam em defesa de povos oprimidos.
O mesmo erro está contido no Projeto de Lei PL 1424/2026, apresentado pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), em março de 2026, que propõe definir formalmente o antissemitismo no ordenamento jurídico brasileiro. Entre outros problemas, o PL inclui como exemplos de antissemitismo “a comparação entre ações militares israelenses em Gaza e o Holocausto, além de questionar o direito de existência de Israel”.
Nós, de Semear, reafirmamos que o que o Estado de Israel faz em Gaza e no Sul do Líbano é um genocídio contra o povo palestino, que não pode ser tolerado por quem defende a democracia e os direitos humanos.
Nos colocamos ao lado do companheiro José Maria de Almeida e de seu partido, o PSTU, na luta pela reversão dessa condenação e pela garantia das liberdades democráticas. Seguiremos firmes na defesa do direito de denunciar injustiças e na construção da solidariedade internacional, baseada na defesa de existência e da autodeterminação dos povos oprimidos do mundo.
Semear PSOL

