InícioBrasilMoraes manda prender integrantes do "núcleo 2" da trama golpista

Moraes manda prender integrantes do “núcleo 2” da trama golpista


O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou que os réus do “núcleo 2” da trama golpista comecem a cumprir as penas que receberam. O julgamento terminou em 16 de dezembro do ano passado e os envolvidos tentavam questionar trechos da decisão.

O grupo tem como membros o ex-diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal) Silvinei Vasques, a quem foi determinada pena de 24 anos e seis meses de prisão; Filipe Martins, ex-assessor internacional da Presidência; o coronel Marcelo Costa Câmara, ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL); Marília Ferreira, que integrou o Ministério da Justiça; e o general Mário Fernandes, ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência.

No processo, as defesas dos integrantes do núcleo alegaram não haver provas suficientes para uma condenação. Também apontaram inconsistências na denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) e defenderam que seus clientes não tinham competência para agir de acordo com o que foram acusados.

A acusação afirma que os integrantes teriam ajudado a elaborar a “minuta do golpe“, planejado o assassinato de autoridades e utilizado a estrutura da PRF no segundo turno de 2022, para dificultar o deslocamento de eleitores favoráveis a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) até os locais de votação.

Mario Fernandes

Ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência, Fernandes é acusado de coordenar as ações mais violentas da organização criminosa. Em interrogatório, ele admitiu ter elaborado o Plano Punhal Verde e Amarelo, que previa o assassinato de Lula, Alckmin e Moraes. Segundo a acusação, também atuou como interlocutor dos bolsonaristas acampados que pediam intervenção militar.

Marília Ferreira de Alencar

Ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça, Marília teria solicitado o projeto de BI para mapear regiões onde Lula venceu no primeiro turno, visando orientar operações da PRF no segundo turno que dificultassem o deslocamento de eleitores contrários a Bolsonaro. Em janeiro de 2023, assumiu a Subsecretaria de Inteligência da Segurança Pública do DF, indicada por Anderson Torres. Segundo a acusação, estava ciente da escalada de violência e dos riscos do 8 de janeiro e foi omissa.

Silvinei Vasques

Ex-diretor-geral da PRF, Silvinei teria coordenado o emprego das forças policiais para dificultar que eleitores considerados desfavoráveis a Bolsonaro chegassem a seus locais de votação no dia do segundo turno das eleições de 2022. Depoimentos de testemunhas relatam que o ex-diretor teria dito que era “hora de a PRF tomar um lado”.

Filipe Martins

Ex-assessor de Assuntos Internacionais da Presidência, Martins teria apresentado a Bolsonaro a minuta de decreto que instauraria medidas excepcionais para mantê-lo no poder. Também teria ajustado o texto a pedido do ex-presidente, incluindo um pedido de prisão de Alexandre de Moraes, e participado de reuniões com comandantes das Forças para tentar convencê-los do golpe.

Marcelo Câmara

Ex-assessor de Bolsonaro, Câmara teria coordenado as ações de monitoramento e assassinato de autoridades públicas, principalmente do ministro Alexandre de Moraes. Segundo a acusação, ele também teria sido responsável por atuar na coleta de dados e de informações sensíveis para subsidiar as ações mais violentas do grupo.



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