O advogado-geral da União, Jorge Messias, pode se tornar o fiel da balança no julgamento sobre o formato da eleição para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro, caso seja aprovado para compor o STF (Supremo Tribunal Federal).
Messias será sabatinado na próxima quarta-feira (29), e o plenário do Senado deve votar no mesmo dia se avaliza ou não a indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a corte.
Caso consiga o apoio da maioria da Casa, a previsão de aliados é que a posse no STF ocorra em poucas semanas. Assim, nos bastidores do Supremo há a aposta de que ele chegará a tempo de participar da análise da ação que discute se a eleição no Rio será direta ou indireta.
O placar está 4 a 1, com votos de André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Cármen Lúcia e Luiz Fux para que seja da Assembleia do RJ a decisão de quem chefiará o Executivo fluminense até o fim do ano.
O relator, Cristiano Zanin, votou para que seja realizada uma eleição direta, por meio de voto popular, e os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Flávio Dino indicaram que devem seguir esta posição.
Outra alternativa cogitada por este grupo do Supremo é estender o mandato do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto,
Nos bastidores, uma ala da corte aposta que o ministro Dias Toffoli se alinhará ao voto do relator e que o presidente da corte, Edson Fachin, acompanhará a divergência.
Caso o cenário se confirme, o placar ficaria em 5 a 5 e caberia a Jorge Messias, se for aprovado pelo Senado, dar o voto de desempate.

