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Merz volta a alfinetar Trump e diz que ‘não aconselharia’ seus filhos a viajarem aos EUA


O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou nesta sexta-feira, 15, que “não aconselharia” seus filhos a irem aos Estados Unidos devido ao “clima social”. Trata-se de uma nova crítica, ainda que indireta, do premiê ao governo do presidente americano, Donald Trump. Em declaração anterior, Merz afirmou que os EUA estavam sendo “humilhados” pela liderança do Irã, “habilidosa em negociar”, segundo ele.

“Sou um grande admirador dos Estados Unidos. No momento, minha admiração não está aumentando”, disse ele durante um debate, citando a polarização no país. “Eu não aconselharia meus filhos hoje a irem para os EUA, estudarem lá ou trabalharem lá, simplesmente porque um certo clima social se desenvolveu repentinamente naquele país.”

“Hoje em dia, mesmo as pessoas mais bem instruídas da América estão tendo muita dificuldade para conseguir um emprego”, acrescentou Merz, pai de três filhos.

Pressionado pela economia desacelerada, o primeiro-ministro pediu aos alemães que não aderissem ao “modo catastrófico” de enxergar o mundo e incentivou que permanecessem otimistas. “Acredito firmemente que poucos países no mundo oferecem tantas oportunidades, especialmente para os jovens, como a Alemanha”, concluiu ele.

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Reação da extrema direita

A declaração irritou o governo Trump e aliados. O ex-embaixador e conselheiro republicano de política externa, Richard Grenell, afirmou que Merz “se tornou o presidente europeu da Sociedade TDS”, em referência à chamada síndrome de transtorno de Trump — na qual os críticos teriam reações irracionais de raiva em relação ao presidente americano. Ele também lembrou da visita do premiê à Casa Branca, em março, e que ele foi “completamente ameno e elogioso” na reunião com Trump.

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“Os alemães têm um líder que não tem estratégia – e é completamente controlado pela mídia progressista alemã”, apontou Grenell.

O incômodo foi ecoado por Alice Weidel, líder do partido ultradireitista Alternativa para a Alemanha (AfD). “Merz desaconselha viagens aos EUA devido ao ‘clima político’. Ironicamente, é justamente a chanceler que está deliberadamente conduzindo seu próprio país à ruína social e econômica que agora aponta o dedo para o outro lado”, escreveu nas redes sociais. Apenas 19% dos alemães aprovam a liderança de Merz, um número crítico, segundo uma pesquisa recente do instituto de pesquisa de opinião Morning Consult, com sede nos EUA.

 

 



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