
Ler Resumo
Uma criança de um ano e seis meses morreu na quinta-feira, 23, depois de ser esquecida dentro de um veículo de uma creche em Almada, na região metropolitana de Lisboa, em Portugal. Segundo o jornal Correio da Manhã, a menina ficou presa no carro, estacionado debaixo de sol de 30°C, por volta de sete horas.
A criança, identificada apenas pelo primeiro nome, Sofia, foi encontrada dentro do automóvel pouco antes das 16h, no horário local. Socorristas tentaram reanimá-la, mas a menina não resistiu e morreu ainda no local. Segundo relatos, Sofia foi entregue à uma funcionária da creche por volta das 8h da manhã. A suspeita é que a criança tenha sido esquecida dentro do carro e nunca tenha sequer saído do veículo.
O desaparecimento da menina só veio a tona quando a mãe apareceu na creche no fim da tarde, para buscar a filha. Naquele momento, ela foi comunicada que a filha não estava lá. Pouco depois disso, a criança foi localizada dentro do carro da creche. De acordo com o Correio da Manhã, o automóvel ficou parado naquele mesmo lugar durante todo o período.
“Não entendemos por que ela não foi levada para a creche. Era esse o procedimento havia um ano. Mataram a minha neta”, afirmou a avó de Sofia ao diário português. A mulher relatou que a família não consegue entender como a rotina diária não foi cumprida na ocasião.
A unidade escolar frequentada pela criança se chama Colégio Mestre Cuco, segundo a imprensa local. Até a publicação desta reportagem, não havia informações sobre prisões ou indiciamentos. A polícia judiciária portuguesa, que apura possíveis responsabilidades criminais, vai investigar a morte da menina.
De acordo com a CNN Portugal, a instituição de ensino conta com um aplicativo para os responsáveis pelas crianças registrarem quando as deixam na creche e quando as buscam. Em nota, o colégio afirmou que “não existem palavras” capazes de traduzir a dimensão da “perda irreparável” dos pais. O texto ressalta, ainda, que “a diretora encontra-se a acompanhar a situação […] colaborando com as entidades competentes no apuramento rigoroso de todos os factos”.

