O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), deixou o Palácio da Alvorada por volta das 16h30 após se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Esse foi o primeiro encontro presencial entre os dois após o senador ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master.
A Polícia Federal apura se o parlamentar teria recebido vantagens indevidas para atuar em favor dos interesses de Daniel Vorcaro, dono do Master. Parte do PT e aliados do governo defendem a saída de Wagner da liderança para evitar que a operação respingue na campanha para reeleição de Lula.
Nesta segunda (22), a defesa do senador pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça que anule a operação da PF em razão de “erros graves”, pois “o senador jamais atuou no Congresso Nacional para favorecer o Banco Master”.
Durante a operação, a PF apreendeu US$ 55 mil e € 33 mil em espécie e relógios de luxo em endereços ligados ao senador em Brasília e em Salvador. O advogado Pablo Domingues, que representa o líder, sustenta que os valores “têm origem lícita e comprovada”.
“Parte é proveniente de diárias publicamente declaradas pagas pelo Senado para missões no exterior, e outra parte foi adquirida por meio de operações oficiais junto a instituição financeira, com registro regular”, disse.
“Não há nada a ocultar. O próprio Ministério Público Federal já havia considerado prematura a apreensão desses bens. A defesa confia que o Supremo Tribunal Federal corrigirá os equívocos e reafirma a tranquilidade do senador quanto à sua conduta”, concluiu Domingues.
A Gazeta do Povo procurou a assessoria do senador Jaques Wagner, mas ainda não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.

