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Irã reafirma apoio ao Hezbollah e volta a vincular acordo com EUA a cessar-fogo no Líbano


O Irã reafirmou nesta sexta-feira, 5, o apoio ao Hezbollah, que rejeitou um acordo de cessar-fogo no Líbano na véspera. Em declarações divulgadas pela agência de notícias semioficial Mehr, Mohsen Rezaei, um conselheiro do líder supremo iraniano, disse que a milícia libanesa é um “aliado” que “fez grandes sacrifícios na guerra recente”, acrescentando: “Portanto, apoiamos o Hezbollah e permanecemos firmemente comprometidos com nossas obrigações para com ele”.

O conselheiro de Mojtaba Khamenei também alertou Israel para que não retome os ataques contra Beirute, capital do Líbano. Na segunda-feira 1°, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelou a ofensiva após uma “conversa muito produtiva” com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Trump declarou que também teve uma discussão produtiva com representantes do Hezbollah, na qual “eles concordaram que todos os disparos cessarão — que Israel não os atacará e que eles não atacarão Israel”. Isso não aconteceu.

Entre as suas demandas, o Irã exige o fim da guerra em todas as frentes no Oriente Médio — o que inclui o Líbano — e ameaçou deixar a mesa de negociações em meio à intensificação dos bombardeios israelenses ao território libanês. As tratativas estão estagnadas há semanas, em meio à inflexibilidade dos dois lados do conflito.

“Hoje, mais uma vez, advertimos este regime sinistro (em referência a Israel) para que deixe o Líbano. Eles devem saber que o Líbano será parte inseparável de qualquer acordo e de qualquer cessar-fogo”, disse Rezaei.

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Mais cedo, o primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, Teerã a parar de usar o país como “moeda de troca” nas negociações de um acordo com os EUA. “Se me permitem dirigir algumas palavras ao Irã, é o seguinte: tenham misericórdia do nosso sul, parem de tratá-lo e ao seu povo como mera moeda de troca para melhorar os termos das suas negociações”, disse Salam.

Enquanto isso, os ataques ao sul do Líbano continuam. Na quinta-feira 4, horas depois do anúncio do cessar-fogo, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, anunciou que militares continuarão suas operações terrestres. Segundo Katz, as Forças de Defesa de Israel (FDI) não se retirarão da região, incluindo do Castelo de Beaufort – uma posição estratégica que foi ocupada pelas forças israelenses no fim de semana. O ministro disse ainda que as centenas de milhares de pessoas deslocadas não poderão retornar às suas casas.



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