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O Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou, nesta terça-feira, 26, os Estados Unidos de violarem o frágil cessar-fogo entre os países, referindo-se a incidentes “nas últimas 48 horas” que teriam se dado na província costeira de Hormozgan, no sul do país. Embora não tenha especificado tais ocorridos, foi uma clara referência aos ataques que o Exército americano anunciou na véspera.
“O Exército terrorista dos Estados Unidos, continuando suas ações ilegais e injustificadas desde o cessar-fogo, cometeu, nas últimas 48 horas, uma grave violação do cessar-fogo na região de Hormozgan”, afirmou o ministério em um comunicado.
Retomada de ataques
Na segunda-feira 25, o Comando Central (Centcom), unidade das Forças Armadas americanas responsável pela região do Oriente Médio, anunciou ter atacado instalações de mísseis e embarcações que estariam tentando instalar minas no Golfo Pérsico. Os disparos adicionaram uma camada de tensão à já instável negociação por um acordo que encerre a guerra de maneira permanente — e vieram justamente enquanto os principais negociadores do Irã chegavam a Doha para conversas de paz.
“As forças americanas realizaram ataques de autodefesa no sul do Irã hoje para proteger nossas tropas das ameaças representadas pelas forças iranianas”, disse um porta-voz do Centcom. O comunicado não deu detalhes sobre os ataques e afirmou apenas que os alvos incluíam locais de lançamento de mísseis e barcos que tentavam “instalar minas”.
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O regime iraniano não havia comentado sobre o episódio até esta manhã, embora a Guarda Revolucionária Islâmica tenha dito que atirou contra drones americanos que tentavam entrar no espaço aéreo iraniano.
Os tiros parte a parte ameaçam um cessar-fogo já frágil, em vigor desde 8 de abril. Enquanto isso, o presidente americano, Donald Trump, disse que as negociações com o Irã estavam indo “bem”, mas alertou para novos ataques caso fracassassem. “Só haverá um Grande Acordo para todos, ou nenhum acordo”, disse o ocupante do Salão oval nas redes sociais.

