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Irã e Omã avançam com plano para cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz


Irã e Omã estão avançando com planos para cobrar uma taxa de navios que transitam pelo Estreito de Ormuz, apesar da insistente objeção dos Estados Unidos, segundo uma autoridade iraniana e quatro diplomatas a par do assunto citados pelo jornal americano The New York Times nesta terça-feira, 30. 

Segundo as fontes, o Omã apresentou aos EUA e a outros aliados ocidentais uma proposta formal para criar um sistema de cobrança de taxas por serviços prestados a embarcações que cruzam a rota marítima – por onde, em um período normal, trafega quase 20% da produção global de combustíveis.

Existem, no entanto, divergências sobre a natureza da cobrança: diplomatas ouvidos pelo jornal americano afirmam que ela seria voluntária, inspirada no modelo adotado nos estreitos de Malaca e de Singapura, enquanto o governo iraniano defende que o pagamento seja obrigatório.

Antes do conflito, navios cruzavam gratuitamente o estreito, localizado entre Irã e Omã. Durante a guerra, iniciada após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, Teerã bloqueou a navegação pelo estreito, provocando uma disparada nos preços globais dos combustíveis. Desde então, a rota marítima se tornou um dos principais pontos das negociações para um acordo de paz definitivo entre Washington e Teerã.

Na semana passada, o Omã já havia sinalizado a autoridades europeias que não vê possibilidade de retorno ao cenário pré-guerra no Estreito de Ormuz e que navios em trânsito pela rota poderão passar a pagar algum tipo de taxa, segundo fontes familiarizadas com o assunto.

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O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na semana passada que o Irã garantiu a Washington que não haverá quaisquer cobranças de pedágio ou de taxas para travessia de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz.

“O Irã informou aos Estados Unidos que, apesar de notícias falsas e provocativas que afirmam o contrário, ‘NÃO HÁ PEDÁGIOS, CUSTOS DE SEGURO OU QUAISQUER OUTRAS TAXAS SENDO EXIGIDOS OU RECEBIDOS PELO IRÃ DE NAVIOS QUE NAVEGAM PELO ESTREITO DE HORMUZ’”, escreveu Trump em uma publicação nas redes sociais. “Se essa informação for falsa, as negociações terminarão imediatamente !”.

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, no entanto, afirmou na segunda-feira que Teerã pretende chegar a um acordo com Omã, mas advertiu que poderá implementar um sistema próprio de cobrança caso não haja consenso entre os dois países.

A tensão na região aumentou ainda mais na última semana, quando Omã e a Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) definiram uma rota considerada mais segura, restrita às águas territoriais omanenses.



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