InícioMundoGuatemala aceita intervenção dos EUA para operações contra facções e narcotráfico

Guatemala aceita intervenção dos EUA para operações contra facções e narcotráfico


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A Guatemala concordou em realizar ataques conjuntos com os Estados Unidos no seu território contra narcotraficantes, informou nesta quinta-feira, 28, o jornal americano The New York Times, em mais uma expansão da campanha militar do governo Donald Trump na América Latina.

O presidente guatemalteco, Bernardo Arévalo, “concordou com ataques aéreos e outras ações militares durante uma chamada com o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth”, na semana passada, diz a reportagem, que cita fontes próximas às partes envolvidas.

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Ainda segundo o jornal, governo da Guatemala enviou uma carta formal ao Pentágono solicitando apoio em operações conduzidas pelas forças de segurança do país contra organizações de tráfico de drogas. Seu gabinete disse que Arévalo e Hegseth conversaram por telefone em 19 de maio para finalizar os termos, mas não divulgou detalhes específicos.

A Guatemala se tornaria o segundo país da região a permitir ações militares conjuntas contra grupos criminosos dentro de suas fronteiras; o Equador concordou com um arranjo semelhante no início deste ano. Nos termos desse acordo, as forças americanas aconselham e auxiliam soldados equatorianos em operações e ataques aéreos contra supostos cartéis de drogas que fizeram do país um dos mais violentos da América Latina.

Projeto ambicioso no “quintal” dos EUA

O governo Trump insiste que está em guerra com o que chama de “narcoterroristas” latino-americanos. Outro país com o qual o Departamento de Defesa americano vem negociando acertos semelhantes aos do Equador e Guatemala é Honduras, de acordo com o NYT. O jornal apurou que o objetivo da Casa Branca, em última instância, é fazer com que o México não possa mais resistir a um acordo do tipo, como o governo de Claudia Sheinbaum tem feito, devido à pressão conjunta dos Estados Unidos e de seus vizinhos na América Latina.

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Isso faz parte de um esforço mais ambicioso do ocupante do Salão Oval para forçar países de toda a região a permitirem operações conjuntas em seus territórios, reportou o NYT. Quase 20 países latino-americanos já fazem parte da Coalizão Anticartel das Américas, criada no início deste ano pelo governo Trump para combater cartéis e o crime organizado em todo o Hemisfério Ocidental. Em março, o presidente americano se reuniu com líderes conservadores e de direita de todo o continente na Flórida, prometendo “erradicar os cartéis criminosos que assolam nossa região”.

A administração mobilizou recursos militares na região em uma escala sem precedentes e designou mais de uma dúzia de facções latino-americanas como organizações terroristas estrangeiras. Além disso, desde setembro do ano passado, vem realizando operações militares contra embarcações no Caribe e no leste do Oceano Pacífico. Até o momento, no entanto, não foram apresentadas evidências de que os seus alvos navais estariam, de fato, envolvidos no tráfico de drogas. As Nações Unidas criticaram as ações americanas e classificaram algumas das operações como “execuções extrajudiciais”.



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