O mesmo cálculo eleitoral que moldou a dura reação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aos Estados Unidos na última quinta-feira (16), serviu para moldar, nesta sexta-feira (17), um recuo em relação a adoção de medidas para retaliar os americanos pelo tarifaço.
O próprio ministro da Fazenda, Dario Durigan, que anteriormente sugeriu que não seríamos vira-latas contra os Estados Unidos disse, nesta sexta-feira (17), que a palavra retaliação está fora da mesa.
Nos bastidores o motivo é um só: a eleição brasileira.
Uma eventual retaliação poderia levar a uma tréplica do presidente americano, Donald Trump, com consequencias inflacionárias para a economia brasileira danosas para a campanha de Lula. O governo porém manterá o discurso de confronto.
Mas o sinal é de que deve ficar só no discurso mesmo.

