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Governo brasileiro envia toneladas de alimentos para Cuba, que vive profunda crise econômica


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O governo brasileiro iniciou, nesta segunda-feira, 13, o envio de 48 toneladas de leite em pó para Cuba, em meio à crise de abastecimento que o país tem vivido com a intensificação do embargo energético promovida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desde janeiro deste ano. Os alimentos serão transportados pela Força Aérea Brasileira (FAB) e devem chegar à ilha caribenha nesta quarta-feira, 15.

Segundo a nota enviada pelo governo, o primeiro avião decolou da Base Aérea de Canoas, no Rio Grande do Sul, com 14 toneladas do alimento às 14h10 de hoje. O segundo e último voo vai sair do Aeroporto Internacional de Porto Alegre nesta terça-feira, 14, e transportará as outras 32 toneladas de leite em pó. Ambos os voos têm como destino Santiago de Cuba, cidade localizada na região oriental do país.

A ação foi coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores, e conta com alimentos disponibilizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). De acordo com o governo, o envio de mantimentos foi decidido após uma reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior; o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro; o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira; a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli; o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Marcelo Damasceno; e o presidente da Conab, Sílvio Porto.

No texto, a gestão lembra que já enviou ajuda humanitária à Cuba em outras oportunidades. No ano passado, o Brasil fez doações à ilha em meio aos impactos provocados pelo furacão Melissa. O Brasil também já ajudou outros países da América Latina recentemente, como a Venezuela e a Bolívia.

Crise econômica em Cuba

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, começou a intensificar as sanções contra a ilha em janeiro deste ano, mirando principalmente suas importações de petróleo. O embargo escancarou os já sérios gargalos na infraestrutura enérgica de Cuba, provocando apagões cada vez mais recorrentes devido à falta de combustíveis. A crise econômica se exacerbou, criando uma das piores conjunturas para a nação caribenha em décadas.

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As sanções provocaram a saída de empresas estrangeiras da ilha e impactaram diretamente o turismo na região. O objetivo das penalidades econômicas é pressionar o governo cubano a negociar uma mudança para um regime mais favorável a Washington.

 



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