O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se mantêm tecnicamente empatados em cenário de segundo turno para presidente testado por nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (13).
O petista aparece à frente na simulação da primeira etapa, com 39%, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 33%. Brancos, nulos e declarações de que não vão votar somam 10%. Indecisos são 5%.
Em um confronto direto entre os dois, Lula agora aparece numericamente à frente, com 42% das intenções de voto, contra 41% de Flávio. Brancos, nulos e quem diz que não vai votar vão a 14%, e indecisos, 3%. Na rodada anterior, de abril, o filho de Jair Bolsonaro registrava 42% das intenções de voto, e Lula, 40%.
A Quaest realizou 2.004 entrevistas domiciliares presenciais dos dias 8 a 11 de maio com eleitores de 16 anos ou mais. O nível de confiança é de 95%, e a margem de erro máxima prevista é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-03598/2026.
Este é o terceiro mês seguido em que há um empate técnico entre Lula e Flávio pela aferição da Quaest em cenário de segundo turno.
A pesquisa também testou como opções de primeiro turno Aldo Rebelo (DC), Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza), Hertz Dias (PSTU), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Samara Martins (UP).
Todos aparecem bem atrás de Lula e Flávio. Caiado e Zema têm 4% cada um, e Renan registra 2%. Augusto Cury, Cabo Daciolo e Samara Martins marcam 1% cada. Aldo Rebelo e Hertz Dias não pontuam.
O levantamento ainda colocou Renan, Zema e Caiado em cenários alternativos de segundo turno contra Lula. O petista registra vantagem contra todos.
Em uma disputa com o ex-governador de Minas Gerais, Lula tem 44%, ante 37% de Zema. Contra Caiado, o atual presidente aparece com 44%, enquanto o ex-governador de Goiás marca 35%. O petista registra 45% das intenções contra Renan, que soma 28%.
Avaliação de governo
A avaliação negativa do governo Lula variou de 42% em abril para 39% em maio, enquanto a parcela de eleitores que considera que o trabalho no petista é positivo oscilou de 31% para 34% no período. O índice regular foi de 26% a 25%.
Com isso, a diferença entre os que avaliam o governo como ruim/pessimo e ótimo/bom caiu de 11 para 5 pontos percentuais.
A aprovação do trabalho do presidente, por sua vez, passou de 43% para 46%, enquanto a desaprovação partiu de 52% para 49%. A diferença, que era antes de 9 pontos, agora é de 3 pontos, a menor desde fevereiro.
Entre os independentes, a desaprovação do presidente saiu de 58% para 52%, ao passo que a aprovação foi de 32% para 37%.
Rejeição
Lula e Flávio mantém a liderança em termos de rejeição. Segundo a pesquisa, 53% dizem que conhecem e não votariam no petista. Para o filho do ex-presidente, o percentual é de 54%.
Zema tem uma rejeição de 27%. Caiado, de 32%. Aldo Rebelo e Renan Santos marcam 21% e 19%, respectivamente. Augusto Cury aparece com 16%, enquanto Cabo Daciolo fica com 27%. Samara Martins, 10%, e Hertz Dias, 7%.
Reunião com Trump
Neste último, ciclo houve o encontro do petista com o homólogo americano, Donald Trump, na Casa Branca. Segundo a pesquisa, 70% dos entrevistados disseram ter ficado sabendo da reunião.
Os dados apontam, ainda, 43% acham que Lula saiu politicamente mais forte, contra 26% que pensam o oposto e 13% que disseram que ele sai igual. Além disso, para 60%, encontro foi bom para o Brasil.
Desenrola 2.0
A Quaest também questionou os entrevistados sobre se novo Desenrola é uma boa ideia, porque ajuda quem está endividado a sair do vermelho, uma ideia que ajuda um pouco, mas não resolve o problema das dívidas ou uma má ideia, porque estimula as pessoas a se endividarem de novo.
Uma parcela de 50% disse que o Desenrola 2.0 é uma boa ideia. 22% afirmaram que ajuda pouco, 23% o consideram uma má ideia.
Para 38% o programa vai ajudar muito a reduzir o endividamento, enquanto 27% acham que vai ajudar pouco e 33%, que não vai ajudar.

