Flávio e os aliados ouviram a oração ajoelhados, sem suspeitar que a religiosidade está no coração, não nos joelhos. Ao final, o candidato disse que sempre foi “respeitosa” sua relação com Malafaia: “Saio daqui ainda mais forte para continuar minha caminhada junto com ele.”
O deputado-pastor Sóstenes Cavalcante, líder do bolsonarismo na Câmara, declarou ter ficado claro que Malafaia “vai caminhar e ajudar no momento certo”. Avaliou que o reforço “fortalece ainda mais a candidatura” do filho de Bolsonaro.
Os desígnios de Deus ainda não estão claros. Mas está entendido que Malafaia é a favor de tudo ou contra qualquer outra coisa, desde que consiga manter sua presumida conexão divina atrelada ao poder terreno. O empate de Flávio com Lula nas pesquisas levou o pastor a abençoar a trajetória do primogênito de Bolsonaro, num sacrossanto gesto de reaproximação.

