O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou nesta quarta-feira, 15, a realização de exames anuais obrigatórios de testosterona para militares a partir dos 30 anos de idade. Segundo ele, a iniciativa visa combater a deficiência de testosterona e permitir que as tropas atuem em seu “desempenho máximo”.
“É um fato cientificamente comprovado que, à medida que envelhecemos, os níveis de testosterona frequentemente diminuem de forma natural”, disse ele em um vídeo divulgado nas redes sociais com a legenda “High-T Department” (Departamento de Alta Testosterona, em tradução livre).
Hegseth afirmou que os exames poderão resultar na oferta de terapia de reposição de testosterona voluntária aos militares. O Pentágono, no entanto, não especificou quais condições ou doenças seriam o alvo da política. Para aqueles com menos de 30 anos, os exames não serão obrigatórios.
O Secretário de Defesa não esclareceu se o programa também se aplicará às mulheres, cujos níveis de testosterona também diminuem com a idade.
“Devemos oferecer aos nossos combatentes o melhor atendimento médico do mundo, e este programa faz parte desse compromisso”, afirmou.
A medida ocorre em um momento em que o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA tem buscado flexibilizar algumas restrições às terapias de reposição de testosterona. No entanto, tomar testosterona para o aumento muscular artificial ou outras razões que não sejam médicas permanece estritamente proibido nas forças armadas.
Não é a primeira vez que Hegseth se envolve em controvérsias relacionadas à saúde das tropas. Em junho, uma epidemia de gripe atingiu uma base da Força Aérea no Texas após o fim da obrigatoriedade da vacinação contra o vírus no local, deixando cerca de 300 militares doente e ao menos um morto.

