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Os serviços de inteligência dos Estados Unidos investigam se a Rússia forneceu informações de direcionamento de alvos ou tecnologia avançada de drones ao Irã em ataques contra instalações da CIA no Oriente Médio, segundo informações relevadas nesta quarta-feira, 21, pela agência de notícias Reuters.
De acordo com quatro fontes do governo americano ouvidas pela agência, a investigação ainda não chegou a uma conclusão definitiva sobre um eventual envolvimento de Moscou, mas funcionários da inteligência dos Estados Unidos avaliam que a precisão e a eficácia dos ataques, somadas ao histórico de cooperação militar entre Rússia e Irã, levantam suspeitas de que o Kremlin possa ter contribuído para as operações.
Ofensivas direcionadas
Pelo menos duas instalações da CIA no Golfo foram atingidas em março. Uma delas funcionava dentro da Embaixada dos Estados Unidos em Riad, na Arábia Saudita, e a outra ficava no leste do Iraque. As fontes afirmaram ainda que outros locais também foram atacados, mas não divulgaram detalhes por se tratarem de instalações secretas.
O ataque na Arábia Saudita teria utilizado duas versões aprimoradas pela Rússia dos drones iranianos Shahed, segundo dois funcionários ocidentais informados sobre relatórios de inteligência citados pela Reuters.
Um memorando de uma agência de inteligência ocidental, segundo relatado à Reuters por uma fonte que teve acesso ao documento, concluiu que é provável que a Rússia tenha participado da seleção de alvos contra instalações da CIA. Os analistas americanos também apuram se Teerã utilizou dados de direcionamento fornecidos por Moscou para atingir a embaixada em Riade.
Por outro lado, parte dos analistas considera possível que o alvo fosse a embaixada americana como um todo e que a sede da CIA tenha sido atingida por acaso.
Satélites russos
Em abril, outra avaliação da inteligência da Ucrânia apontou que satélites russos realizaram dezenas de pesquisas detalhadas de imagens de instalações militares e locais estratégicos no Oriente Médio para auxiliar o Irã em ataques contra forças dos Estados Unidos e outros alvos na região.
Segundo o relatório, ao menos 24 levantamentos foram feitos entre 21 e 31 de março, abrangendo 46 locais em onze países, incluindo bases militares, aeroportos e campos petrolíferos. A análise descreve um padrão: poucos dias após serem observados por satélite, vários desses pontos foram atingidos por mísseis e drones iranianos, diz o documento.

