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‘Estamos analisando todas as opções’ de resposta, diz premiê do Canadá sobre tarifaço de Trump


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O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, disse, nesta terça-feira, 21, que o país está “analisando todas as opções” para responder à ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de 50% sobre produtos canadenses.

Em resposta a indagações feitas por repórteres em Ottawa nesta terça, o chefe de Estado explicou que o tema será abordado em reunião com os governadores provinciais do país nesta quinta-feira, 23.

Carney lembrou, ainda, que conversou recentemente com Trump sobre as taxas.

“Concordamos em intensificar as negociações”, afirmou ele. Como resposta às tarifas impostas no ano passado, algumas províncias canadenses retiraram o álcool americano de suas prateleiras. “Elas tomaram essas decisões individualmente em resposta a uma série de taxas que foram implementadas e também a ameaças à nossa soberania. Essas medidas foram apoiadas pelos cidadãos das províncias”, acrescentou. 

Todos os premiês provinciais se reunirão na quinta-feira com Carney para discutir a possível revisão do USMCA – o acordo de livre comércio entre o Canadá, os Estados Unidos e o México – e as implicações atuais das tarifas. As taxas de 50% devem entrar em vigor em 30 dias e não incluiriam produtos energéticos, potassa, pescados e minerais críticos, mas abrangeriam mercadorias que anteriormente estavam isentas de impostos de importação graças ao USMCA.

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+ Trump abandona acordo de livre comércio com México e Canadá

As polêmicas medidas de Donald Trump

Nova tarifa

Na segunda-feira, 20, os Estados Unidos anunciaram que irão impor uma tarifa adicional de 50% sobre as importações canadenses devido às medidas retaliatórias e “discriminatórias” que o Canadá adotou em resposta às taxas de Trump no ano passado. A medida pode desencadear uma nova onda de caos econômico e uma guerra comercial mais ampla com o segundo maior parceiro comercial de Washington.

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Essas novas tarifas, que devem entrar em vigor em um mês, serão aplicadas a produtos tão diversos quanto vinho, tacos de hóquei e cimento. Produtos que entram nos Estados Unidos sob o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (USMCA) também serão afetados.

A medida foi antecipada à agência Associated Press por uma autoridade que afirmou que Trump assinou três decretos para instituir as tarifas com base na Seção 338 da Lei de Comércio de 1930. Cada um dos documentos usava uma justificativa diferente para a sanção econômica: os boicotes provinciais e territoriais a produtos alcoólicos americanos, as tarifas retaliatórias do Canadá sobre veículos e autopeças fabricados nos EUA e as cotas sobre as importações de laticínios americanos.

O Conselho de Bebidas Destiladas dos Estados Unidos afirmou que “aprecia” o reconhecimento, por parte do governo Trump, dos “danos significativos” que as restrições canadenses causaram aos destiladores americanos. “No entanto, tínhamos esperança de que essa questão pudesse ser resolvida sem maiores problemas”, disse Chris Swonger, presidente e CEO do grupo.

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As tarifas de Trump “agravam as tensões comerciais e aumentam o risco de novas retaliações num momento em que muitas empresas do setor hoteleiro e alimentício dos EUA continuam a enfrentar dificuldades financeiras”, disse Swonger por meio de nota. O conselho pediu que ambos os lados parem com a escalada da guerra comercial. “Incentivamos os legisladores de ambos os lados da fronteira a buscarem uma solução negociada que restaure o acesso ao mercado para bebidas destiladas americanas e evite maiores danos ao setor de hotelaria e alimentação dos EUA”, disse o presidente da associação.

Posicionamento das províncias

O primeiro-ministro da Colúmbia Britânica, David Eby, se posicionou sobre o assunto em suas redes sociais. Em um vídeo postado nesta terça, ele diz que “a ideia de que o presidente [Trump] pode nos intimidar para fazermos o que ele quiser está incorreta”. “Não há a mínima chance de o álcool americano voltar às prateleiras da Colúmbia Britânica”, complementou Eby.

Províncias como Saskatchewan e Alberta não têm proibições à venda de bebidas alcoólicas americanas. A decisão de impedir ou não a comercialização de destilados vindos dos EUA está nas mãos dos primeiros-ministros de cada região. Para o premiê de Saskatchewan, Scott Moe, “as últimas ameaças de tarifas dos Estados Unidos contra o Canadá são injustificadas, aumentarão os preços e eliminarão empregos de ambos os lados da fronteira”. Ele reitera, também, que continuará defendendo que o comércio livre e justo beneficia empresas, empregos e famílias tanto canadenses quanto americanas.   

Todos os premiês provinciais se reunirão na quinta-feira, 23, com Carney para discutir a possível revisão do CUSMA – o acordo de livre comércio entre o Canadá, os Estados Unidos e o México – e as implicações atuais das tarifas. Os governadores também se reunirão com líderes indígenas ainda nesta terça.



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