Os Estados Unidos intensificaram neste domingo, 19, a ofensiva contra o Irã, dando início à nona noite consecutiva de bombardeios após a confirmação das primeiras mortes de militares americanos desde a retomada das hostilidades entre os dois países. A escalada ocorre em meio a uma série de ataques cruzados e amplia o risco de um conflito regional de maiores proporções.
Segundo o Comando Central dos Estados Unidos para o Oriente Médio (Centcom), os ataques tiveram como alvo instalações militares iranianas e posições da Guarda Revolucionária responsáveis por ofensivas contra tropas americanas na Jordânia. A operação foi apresentada como uma resposta aos ataques com mísseis e drones atribuídos ao Irã.
No sábado, o Exército americano confirmou a morte de dois militares e o desaparecimento de um terceiro após um ataque ocorrido na sexta-feira, na Jordânia. Já neste domingo, o Centcom informou que outro militar morreu no norte do Iraque durante a detonação controlada de um artefato retirado de um drone iraniano abatido. Com isso, chega a 17 o número de militares americanos mortos desde o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, em 28 de fevereiro.
Do lado iraniano, as agências Mehr e Tasnim relataram ataques americanos contra Sirik, porto localizado no Estreito de Ormuz. A agência oficial Irna também informou bombardeios nas proximidades de Hajiabad, na província de Hormozgan.
A Organização de Energia Atômica do Irã afirmou ainda que uma usina nuclear em construção em Darkhovin, no sudoeste do país, foi atingida. Após o ataque, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) pediu moderação às partes, mas afirmou não haver riscos radiológicos.
A troca de ataques também atingiu outros países da região. Kuwait e Bahrein relataram ofensivas iranianas neste domingo, enquanto sirenes de alerta foram acionadas na Jordânia. Segundo autoridades kuwaitianas, uma usina elétrica e uma planta de dessalinização sofreram danos após um ataque. No Bahrein, sede da Quinta Frota americana, o comando militar informou ter interceptado diversos ataques aéreos iranianos.
Em meio à escalada, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que Teerã adotará “medidas específicas para defender seus interesses nacionais e sua segurança”. Já o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que o país responderá “com toda a sua força” caso volte a ser alvo de ataques iranianos.
Enquanto isso, o Comando Central americano informou que os bombardeios continuarão com o objetivo de reduzir a capacidade militar iraniana utilizada para atacar embarcações comerciais e militares que transitam pelo Estreito de Ormuz.
(Com AFP)

