Em um ano marcado por reviravoltas jurídicas, o STF impôs novas restrições ao ex-presidente Jair Bolsonaro nesta sexta-feira (17). O ministro Alexandre de Moraes proibiu manifestações e visitas políticas até 2026, consolidando uma trajetória que incluiu tornozeleira, prisão e condenação.
Quais são as novas proibições impostas pelo STF?
O ministro Alexandre de Moraes proibiu Jair Bolsonaro de realizar visitas com finalidade político-eleitoral e de divulgar manifestações desse tipo até o fim das eleições de 2026. A decisão ocorreu após Bolsonaro escrever uma carta de apoio ao filho, o senador Flávio Bolsonaro. O descumprimento dessas regras pode fazer com que o ex-presidente perca o direito de ficar em casa e retorne para o regime fechado no sistema prisional.
Como começou o monitoramento eletrônico do ex-presidente?
O uso da tornozeleira eletrônica foi determinado em julho de 2025 devido a uma investigação sobre coação de autoridades americanas. Na época, o STF entendeu que havia risco de fuga e impôs regras como o recolhimento domiciliar noturno e a proibição de acesso a redes sociais. Embora Bolsonaro tenha sido indiciado, a PGR decidiu não apresentar denúncia por falta de provas diretas contra ele nesse caso específico.
Por qual crime Jair Bolsonaro foi condenado?
Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de prisão. Os crimes incluem tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e liderança de organização criminosa. A maioria dos ministros seguiu o entendimento de que ele exerceu um papel central na articulação para romper as instituições brasileiras.
Por que o ex-presidente foi transferido para a prisão comum?
A transferência para o Complexo da Papuda ocorreu após a violação da tornozeleira eletrônica em novembro. Bolsonaro alegou curiosidade ao encostar um ferro de solda no aparelho, mas o sistema registrou danos. Além disso, houve episódios de descumprimento de medidas cautelares, como a participação em manifestações por vídeo, o que levou a justiça a endurecer o regime de cumprimento de pena.
O que permitiu o benefício da prisão domiciliar humanitária?
Em março de 2026, a justiça autorizou que Bolsonaro cumprisse a pena em casa devido ao seu estado de saúde. Ele passou por sucessivas internações e cirurgias relacionadas a complicações da facada sofrida em 2018. Esse tipo de prisão domiciliar é um recurso jurídico usado quando o preso possui doença grave que não pode ser tratada adequadamente dentro da unidade prisional.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

