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Em reunião com Trump, Xi disse que Putin deve se arrepender da guerra na Ucrânia


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O presidente da China, Xi Jinping, disse que o seu homólogo da Rússia, Vladimir Putin, deve acabar se arrependendo de ter invadido a Ucrânia. A declaração foi feita ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a reunião em Pequim na semana passada, informou o jornal britânico Financial Times nesta terça-feira, 19, com base com pessoas familiarizadas com a avaliação dos EUA sobre o encontro. A informação surge às vésperas da visita de Putin a Xi, definido pelo russo como um “bom amigo de longa data”.

Após a bilateral na quinta-feira 14, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que Trump e Xi “trocaram opiniões sobre importantes questões internacionais e regionais, como a situação no Oriente Médio, a crise na Ucrânia e a península coreana”. Pequim não deu detalhes sobre o que foi abordado a respeito da guerra na Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022. Na marca de três anos do conflito, o líder chinês reafirmou sua parceria “sem limites” com Putin.

Na reunião, Trump também teria sugerido que os três países devem unir forças contra o Tribunal Penal Internacional (TPI). Em fevereiro do ano passado, um mês depois de retornar à Casa Branca, o republicano impôs sanções ao TPI por “ações ilegítimas e infundadas” contra os EUA e seu “aliado próximo Israel”. Entre os alvos, estava a relatora especial das Nações Unidas para a Palestina, Francesca Albanese, que acusou empresas americanas de apoiarem a “campanha genocida” israelense em Gaza.

Trump alegou, na ordem, que o TPI “reivindicou, sem fundamento legítimo, jurisdição e abriu investigações preliminares relativas a militares dos EUA e de alguns de seus aliados, incluindo Israel, e abusou ainda mais de seu poder ao emitir mandados de prisão sem fundamento contra o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant”. Os dois são procurados por crimes de guerra, incluindo “fome como método de guerra” e “crimes contra a humanidade de assassinato, perseguição e outros atos desumanos”.

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Reunião Xi-Putin

A expectativa é que a reunião marcada para terça-feira, 19, e quarta-feira, 20, seja mais amistosa que a da semana passada, algo evidente depois dos aliados trocarem “cartas de felicitações” no domingo. Em sua mensagem, segundo a mídia estatal chinesa, Xi disse que a cooperação bilateral entre a Rússia e a China “se aprofundou e se consolidou continuamente” — este ano marca o 30º aniversário de parceria estratégica.

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De fato, os dois líderes se encontraram em mais de 40 ocasiões, em um estreitamento das relações que virou motivo de preocupação nos Estados Unidos e na Europa, principalmente desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022. Desde então, o apoio econômico e diplomático chinês Moscou tem contribuído para a perpetuação do conflito, segundo analistas.

Um artigo publicado nesta segunda-feira, 18, no jornal Global Times, do Partido Comunista Chinês, afirmou que as visitas consecutivas dos presidentes americano e russo mostram que Pequim está “emergindo rapidamente como o ponto focal da diplomacia global”.

“As visitas, realizadas em sequência rigorosa, despertaram grande atenção, com analistas observando que é extremamente raro, na era pós-Guerra Fria, um país receber os líderes dos Estados Unidos e da Rússia consecutivamente, dentro de uma semana”, afirmou o Global Times.

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