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Em impulso por acordo de paz, principais negociadores do Irã fazem reunião no Catar


O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o principal negociador do país foram a Doha para discutir um acordo de cessar-fogo com o primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdul Rahman Al Thani. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 25, pela agência de notícias Reuters, com base em um funcionário a par da visita.

As conversas, segundo a fonte, focaram no Estreito de Ormuz — rota vital para o comércio internacional de petróleo bloqueada pelo Irã desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao país — e no estoque de urânio enriquecido de Teerã. A questão nuclear é um aspecto-chave das negociações. De um lado, os EUA rejeitam que o regime iraniano mantenha a reserva e mantenha a possibilidade de produzir armas nucleares; do outro, o Irã nega ter esse objetivo e rejeita que o material seja enviado para o exterior.

O funcionário também afirmou à Reuters que o chefe do Banco Central do Irã, Abdolnaser Hemmati, fez parte da delegação para debater a possível liberação de fundos congelados do país — uma das demandas inflexíveis das propostas de paz iranianas. Em paralelo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse nesta segunda que foi possível alcançar conclusões em vários tópicos, mas que o avanço não significa que o regime está “perto de assinar um acordo”.

Além disso, Baghaei informou que o possível memorando de entendimento contém 14 pontos, entre eles o fim da guerra em todas as frentes e o fim do bloqueio naval dos Estados Unidos. Em troca, Teerã teria de garantir a navegação segura pelo Estreito de Ormuz. O porta-voz também apontou que as negociações não estão concentradas na questão nuclear, que será abordada ao longo de 60 dias caso ambos os países concordem com um acordo-quadro.

+ Se Irã não aceitar acordo, EUA vão achar ‘outro jeito’ de extrair concessões, diz Rubio

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Pressão de Trump

Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu a vários países de maioria muçulmana, entre eles Arábia Saudita, Catar e Paquistão, que normalizem suas relações com Israel como parte de um acordo de paz com o Irã.

Em uma longa mensagem nas redes sociais, Trump enumerou as nações com cujos líderes conversou no sábado 23 sobre os esforços para encerrar a guerra no Oriente Médio e argumentou: “Depois de todo o trabalho feito pelos Estados Unidos para resolver juntos este quebra-cabeça tão complicado, deveria ser uma obrigação que todos esses países, no mínimo, assinem os Acordos de Abraão”, disse ele, referindo-se aos tratados históricos, mediados por Washingon, que normalizaram os laços diplomáticos entre Israel e nações como Emirados Árabes, Bahrein, Marrocos e Sudão.

Os Acordos de Abraão, assinados em 2020 e promovidos por Trump durante seu primeiro mandato na Casa Branca, têm sofrido resistência por parte de muitos Estados, em particular os sauditas, assim como Síria e Líbano, vizinhos de Israel.

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“É possível que um ou dois (países) tenham um motivo para não fazê-lo, e isso será aceito, mas a maioria deveria estar pronta, disposta e em condições de fazer com que este acordo com o Irã seja um acontecimento muito mais histórico do que, de outro modo, seria”, acrescentou ele. “Deveria começar com a assinatura imediata por parte da Arábia Saudita e do Catar, e todos os demais deveriam seguir seu exemplo. Se não o fizerem, não deveriam fazer parte deste acordo, já que isso demonstra má intenção”, acrescentou.

 



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