No tradicional discurso do Angelus, realizado neste domingo, 28, no Vaticano, o papa Leão XIV voltou a se solidarizar com o povo venezuelano, afetado por terremotos que, desde quarta-feira, já vitimaram mais de 1.400 pessoas. A situação no país vizinho é de penúria, com saques a supermercados, famílias em busca de desaparecidos e ajuda internacional, inclusive do Brasil, ainda considerada insuficiente. Até o momento, informou a presidente interina do país Delcy Rodríguez, 24 países enviaram ajuda humanitária aos venezuelanos: foram 521 toneladas de suprimentos, 86 cães farejadores para ajudar do resgaste a vítimas sob os escombros, e mais de 2.700 homens e mulheres para auxiliar nas buscas.
“Gostaria de expressar minha solidariedade às irmãs e irmãos venezuelanos afetados pelos recentes terremotos, que causaram inúmeras vítimas e feridos, além de enormes danos materiais. Enquanto rezo ao Senhor pelo descanso eterno dos falecidos, renovo minha proximidade espiritual com seus familiares, com os feridos e com todos aqueles que foram atingidos por essa tragédia. Da mesma forma, manifesto minha gratidão e encorajamento a todos aqueles que trabalham com generosidade nas atividades de busca e assistência”, afirmou o pontífice.
Os mais fortes tremores de terra, de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Richter, atingiram o centro e o nordeste da Venezuela na quarta-feira, 24. A poucos quilômetros da capital Caracas, a região de La Guaira foi a mais afetada, com queda de edifícios, cujas construções sem preparo para tremores de terra, retratam em parte a crise econômica venezuelana pilotada pela autocracia de Nicolás Maduro. Na sexta, novos abalos sísmicos foram detectados na costa norte do país. De acordo com o monitor de terremotos Centro Sismológico Euro-Mediterrâneo (EMSC, na sigla em inglês), o novo terremoto teve magnitude de 4,9.
VEJA está na Venezuela, de onde o repórter Santiago Martínez relata a corrida e o desespero de venezuelanos para encontrar familiares por baixo dos escombros.
Kits de medicamentos e um módulo complementar para a instalação de um hospital de campanha foram enviados pelo governo brasileiro à Venezuela na tarde deste sábado, 27, no terceiro voo humanitário da Força Aérea Brasileira. São medicamentos voltados para atendimento em situações de emergência e itens essenciais, como antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, soluções injetáveis, ataduras, gazes, dispositivos para infusão, seringas, luvas, esparadrapos e máscaras.

