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Os ministros das Finanças do G7 divulgaram uma declaração conjunta nesta terça-feira, 19, em que defenderam a reabertura “imediata” do Estreito de Ormuz e reafirmaram seu compromisso com a cooperação multilateral para lidar com os riscos à economia global. Os ministros do Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, reunidos em Paris, também disseram que permanecem comprometidos com a estabilidade dos mercados de energia e apelaram que demais países evitem restrições arbitrárias às exportações.
Nesta terça, segundo dia de negociações na cúpula, o ministro das Finanças francês instou o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial a intensificarem seus esforços para ajudar os países mais vulneráveis a enfrentar as consequências econômicas do conflito no Oriente Médio, como a escassez de fertilizantes.
Os representantes do G7 foram acompanhados por autoridades de outros países, incluindo alguns estados do Golfo, Brasil e Quênia, na reunião em que as sete maiores economias do mundo buscaram construir novas parcerias em meio às tensões sobre questões que vão desde a guerra com o Irã e a contínua pressão militar da Rússia sobre a Ucrânia, até o questionamento de alianças tradicionais, em especial sob o governo Donald Trump.
Na declaração conjunta, que veio após trocas de opiniões “francas” (iexpressão que diplomatas costumam usar quando há divergências), os ministros também apelaram para o fortalecimento da vigilância contínua dos desequilíbrios globais no âmbito da estrutura do FMI — um tema da presidência francesa do G7. Lescure enfatizou que os desequilíbrios econômicos globais estão alimentando atritos comerciais e representam um risco de turbulência nos mercados financeiros, destacando um padrão em que a China consome menos, os Estados Unidos consomem em excesso e a Europa investe menos.
“Vemos como outros estão mudando as regras, e não quero que acabemos sendo os tolos”, disse o ministro das Finanças alemão, Lars Klingbeil, a repórteres na segunda-feira, defendendo que a Europa estabeleça requisitos de conteúdo local e defenda seus interesses.
A declaração reconheceu ainda que a incerteza econômica mundial aumentou os riscos para o crescimento e a inflação. Durante a reunião, muitos países do G7 expressaram frustração com o fato dos Estados Unidos e Israel terem lançado ataques contra o Irã sem considerar o impacto econômico e o previsível fechamento do Estreito de Ormuz, por onde costuma passar 20% do petróleo e gás consumidos no planeta.
Em relação aos minerais críticos e terras raras, os governos do G7 estão tentando coordenar esforços para reduzir a dependência da China, que domina as cadeias de suprimentos vitais para tecnologias como veículos elétricos, energia renovável e sistemas de defesa. O Comissário Europeu para a Economia, Valdis Dombrovskis, afirmou que o bloco está progredindo nas parcerias de matérias-primas, mas acrescentou que isso não acontecerá da noite para o dia. “Isso requer tempo e preparação adequada”, destacou.

