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desaprovação ao governo Lula segue maior que aprovação


Uma nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (23) mostra que a desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua maior que a aprovação, embora a distância entre os números tenha diminuído nas últimas semanas. Segundo o levantamento, 38% dos brasileiros consideram a gestão ruim ou péssima, enquanto 32% avaliam o governo como ótimo ou bom.

A redução da avaliação negativa de Lula ocorre em meio ao lançamento de uma série de pacotes de incentivo econômico como o Desenrola 2.0, crédito para a aquisição de novos veículos por motoristas de aplicativos e de táxis, entre outras medidas. Mas, também em meio à escalada dos preços dos combustíveis e da inflação como efeitos da guerra no Oriente Médio.

  • Ruim/péssimo: 38%, ante 39% na pesquisa do começo do mês;
  • Ótimo/bom: 32%, ante 30%;
  • Regular: 28%, ante 29%;
  • Não sabem: 1% nas duas pesquisas.

O Datafolha ouviu 2.004 pessoas em 139 cidades brasileiras entre os dias 20 e 21 de maio. A margem de erro é de 2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07489/2026.

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O Datafolha também mediu a aprovação pessoal do trabalho de Lula como presidente da República. Nesse cenário, o levantamento apontou empate técnico e numérico entre aprovação e desaprovação, ambas com 48%.

  • Aprovam: 48%, ante 45% na pesquisa do começo do mês;
  • Desaprovam: 48%, ante 51%;
  • Não sabem/não responderam: 3%, ante 4%.

Esta rodada da pesquisa Datafolha foi a primeira realizada após a divulgação, pelo Intercept Brasil, de conversas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro preso Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master. Os áudios revelaram um pedido de dinheiro para financiar um filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo as conversas vazadas, Flávio pediu R$ 134 milhões a Vorcaro, dos quais R$ 61 milhões teriam sido efetivamente pagos. Flávio Bolsonaro afirmou que havia um contrato entre eles para o financiamento da produção.

Mesmo após a repercussão do caso, a base de apoio do senador permaneceu consolidada, de acordo com o Datafolha. O levantamento mostra que 88% dos eleitores de Flávio defendem que ele permaneça na disputa presidencial de 2026.

A pesquisa também aponta que 72% dos apoiadores do senador disseram ter conhecimento das conversas divulgadas, índice superior aos 64% registrados entre o eleitorado geral. Ainda assim, 73% afirmaram continuar confiando em Flávio Bolsonaro após a revelação dos áudios.



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