Ler Resumo
Andy Burnham, ex-prefeito da Grande Manchester, está cada vez mais próximo de suceder o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que anunciou sua renúncia no final de junho, na sequência de uma sucessão de derrotas.
Qualquer candidato que deseje substituir Starmer precisa obter o apoio de 20% dos deputados do Partido Trabalhista. Como a sigla atualmente possui 403 cadeiras no Parlamento, isso equivale a 81 parlamentares, incluindo o próprio candidato. Se mais de um candidato se qualificar, o vencedor é escolhido por meio de uma votação de todos os membros e afiliados da sigla — mas isso já não deve ser necessário.
+ Quem é Andy Burnham, o ‘rei do Norte’
Favorito desde o início na disputa interna pela liderança do Partido Trabalhista e, portanto, do cargo no número 10 de Downing Street, Burnham obteve, na segunda-feira 13, o respaldo de 27 deputados trabalhistas adicionais, elevando o número total de apoiadores para 349. Como são 403 deputados que integram a bancada trabalhista no Parlamento, nenhum outro candidato pode mais alcançar a marca de 81 apoios necessários para concorrer à liderança do partido.
A data limite para participar da votação é a quarta-feira (15).
Andy Burnham ainda precisa obter o aval de três organizações afiliadas, incluindo pelo menos dois sindicatos. Mas o trâmite é considerado mera formalidade.
Questão de tempo
Burnham deverá tomar posse oficialmente como líder do Partido Trabalhista em 17 de julho, durante um congresso extraordinário, antes de se mudar para Downing Street, provavelmente em 20 de julho, após se reunir com o rei Charles III.
O ex-prefeito da Grande Manchester, de 56 anos, venceu em 19 de junho uma eleição legislativa suplementar que lhe permitiu ocupar uma cadeira no Parlamento, condição necessária para iniciar a disputa pela liderança trabalhista.
Burnham já havia tentado em duas ocasiões comandar o trabalhismo, em 2010 e 2015.
Desde seu retorno ao Parlamento, Burnham começou a estabelecer suas prioridades para o governo, com a promessa de um amplo processo de descentralização que pretende estimular o crescimento econômico.
“Vamos fazer o maior reequilíbrio de poderes que o nosso país já conheceu”, afirmou.
A popularidade do primeiro-ministro Keir Starmer, no poder desde julho de 2024, despencou após vários escândalos e uma economia estagnada. A gota d’água foram as eleições locais de maio na Iglaterra, País de Gales e Escócia, quando a extrema direita atropelou o Partido Trabalhista, o que levou diversas vozes dentro do trabalhismo a pedir sua renúncia.

