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Caminhoneiros ameaçam greve por MP do frete


Uma paralisação nacional de caminhoneiros pode ser iniciada caso o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não coloque em votação a Medida Provisória do Frete (MP 1.343/2026) antes do prazo final de vigência, em 16 de julho. O movimento, no entanto, não é consenso entre entidades que representam a categoria.

O anúncio de greve foi oficializado por meio de ofícios enviados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a Alcolumbre. No documento obtido pela Gazeta do Povo, os caminhoneiros alertam que a demora na votação pode provocar desabastecimento semelhante ao registrado na greve de 2018.

Representantes dos caminhoneiros atribuem o impasse à falta de acordo político entre o governo e a cúpula do Senado. Em conversa com a reportagem, o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, o Chorão, afirmou que a categoria não pode ser prejudicada pela disputa política em torno da tramitação da medida provisória.

“Se o presidente da Casa não colocar para votar e deixar a MP caducar porque está vindo do governo uma MP que salva a categoria com certeza a gente vai parar. Isso briga de ego. O presidente da Casa [Alcolumbre] querendo que o presidente Lula procure ele. A gente não pode ser prejudicado por uma briga dessa”, disse Chorão.