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Bolsonaristas atacam STF e citam Lula após veto a Milei – 18/07/2026 – Política


Bolsonaristas voltaram a criticar o STF (Supremo Tribunal Federal) e reforçaram as comparações com a prisão de Lula (PT) após o aperto das restrições a visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Neste sábado (17), o ministro do STF Alexandre de Moraes negou pedido da defesa do ex-presidente para ele receber o mandatário da Argentina, Javier Milei, que deve vir ao Brasil no próximo sábado (25).

Na sexta (17), em outra decisão, Moraes manteve a proibição de visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai por 90 dias e vetou contatos políticos até as eleições de outubro e a divulgação de novos manifestos.

O entendimento veio após a PGR (Procuradoria-Geral da República) considerar que a leitura de uma carta do ex-presidente pelo filho e pré-candidato à Presidência, no último sábado (11), violou regras da prisão domiciliar.

Flávio Bolsonaro disse em vídeo publicado nas redes sociais na sexta-feira que a medida seria “ilegal, desproporcional, covarde e cruel” e que Bolsonaro estava “enterrado vivo”. O pré-candidato foi procurado por meio da sua assessoria neste sábado, mas não comentou até o início da tarde a nova decisão relacionada a Milei.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que mora nos Estados Unidos, criticou essa decisão nas redes sociais. “Meu pai não está numa prisão domiciliar, meu pai está num cativeiro”, escreveu.

Braço direito de Eduardo na empreitada contrária ao governo Lula nos EUA, o influenciador Paulo Figueiredo escreveu, em tom irônico: “É ótimo. Assim fica tudo escancarado”.

O ex-procurador e ex-deputado federal bolsonarista Deltan Dallagnol afirmou, também nas redes sociais que a proibição a visitas, inclusive a de Milei, seria a expressão de dois pesos duas medidas, ao comparar ao período em que Lula esteve preso.

“Quando Lula estava preso, recebeu a visita do ex-presidente uruguaio José Mujica. Anos depois, o mesmo Mujica participou da campanha presidencial de Lula em 2022 e esteve ao seu lado no ato de encerramento da campanha”, escreveu Deltan. “Se visitas de natureza política eram admitidas em um caso, por que passaram a ser proibidas em outro? O que mudou? Só os personagens. A lei sabemos que é a mesma”.

Em sua decisão, Moraes justificou o veto a visitas de finalidade política e à divulgação de manifestos pelo fato de Bolsonaro ter sido condenado por atos contra o regime democrático (tentativa de golpe de Estado) e, em decorrência disso, ter tido seus direitos políticos suspensos.

A condenação de Lula que levou o petista à prisão em 2018 e foi posteriormente anulada ocorreu, por sua vez, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Outra diferença é que o atual presidente não tinha restrição de correspondência, apenas de entrevistas, ao contrário das medidas cautelares decididas contra Bolsonaro quando ele recebeu o benefício da prisão domiciliar.

O coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, senador Rogério Marinho (PL-RN), publicou uma nota na noite de sexta. “A escalada de restrições às liberdades fundamentais é incompatível com os princípios do Estado Democrático de Direito”, diz o texto, que também reforça que “o contraste é evidente” na comparação com o caso de Lula.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) foi às redes neste sábado e questionou a seriedade das eleições. “Além de proibir por 30 dias todas as visitas até as eleições, agora Moraes proíbe o presidente da Argentina de visitar Jair Bolsonaro. Como levar a sério as eleições nesse país?”, publicou.



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