Brasil e França oficializaram nesta quarta-feira (1º), em cerimônia no Itamaraty, o fim da exigência de visto para brasileiros entrarem na Guiana Francesa. A isenção começa a valer em 1º de agosto e visa impulsionar especialmente o turismo e o desenvolvimento econômico na fronteira.
Um dos principais articuladores do acordo, o governador Clécio Luís (Solidariedade), do Amapá – estado brasileiro na fronteira –, afirmou em entrevista à CNN Brasil que essa integração fomentará ainda o comércio. Seriam impulsionadas imediatamente as trocas com a Guiana Francesa, mas também com a Europa.
“Na Guiana Francesa, a renda média é muito alta. Então a gente ganha nesta cooperação, teremos mais produtos sendo vendidos. Mas este não é o grande mercado, é o mercado imediato. Tem o mercado da União Europeia. E como há em curso o acordo de livre comércio Mercosul-UE, essa fronteira é uma porta de entrada para os produtos”, disse.
A Guiana Francesa, uma região ultramarina da França, é a única fronteira terrestre do Brasil com um país europeu. A “divisa” entre Amapá e o vizinho se estende por 730 quilômetros. Clécio Luís aposta também no incremento das trocas culturais.
A França é o maior investidor europeu no Brasil, com estoque de investimentos de cerca de US$ 69 bilhões. O governo brasileiro estima que mais de mil empresas francesas atuem no país e sejam diretamente responsáveis pela geração de cerca de 500 mil postos de trabalho.
Também estiveram presentes no encontro, que aconteceu no Palácio Itamaraty, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o ministro da Europa e dos Negócios Estrangeiros da França, Jean-Noël Barrot.
Jean-Noël Barrot visitará o município de Oiapoque (AP) na quinta-feira (2). Além do acordo sobre vistos, o ministro francês também discute no Brasil parcerias na área de defesa, meio ambiente, comércio e investimentos.

