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A impressionante queda populacional no Japão, que vive crise demográfica


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O Japão registrou uma queda recorde de 2,5% no número de cidadãos nos últimos cinco anos, revelaram informações divulgadas pelo censo nacional nesta sexta-feira, 29. Com uma das menores taxas de natalidade do mundo, a terra do Sol nascente tem enfrentado problemas com o declínio demográfico e o envelhecimento contínuo de sua população.

Segundo dados preliminares do censo quinquenal, a população atual do Japão é de 123 milhões de pessoas, número que representa uma redução de cerca de 3 milhões em relação a 2020. O porta-voz do governo japonês, Minoro Kihara, alertou que os dados confirmam, mais uma vez , que a crise demográfica “está se agravando” no país.

A queda populacional é uma preocupação de primeira ordem para Tóquio, que tenta incentivar o aumento da natalidade. Diferentes iniciativas foram implementadas para atingir esse objetivo, de auxílios durante licença parental e subsídios para criação dos filhos a aplicativos de encontro estatais. No entanto, as medidas não foram capazes de reverter o cenário, com o número de nascimentos caindo pelo 10° ano consecutivo no Japão. Ao todo, apenas 705.809 crianças nasceram no ano passado, aquém do necessário para conter o problema.

+ Como o Japão bateu o recorde de quase 100.000 habitantes acima de 100 anos

Envelhecimento populacional

Enquanto isso, os japoneses caminham pela trilha da velhice. O número de habitantes com mais de 100 anos tem batido recordes consecutivos há 13 anos, com quase 100 mil centenários vivendo no país em 2025. A queda de nascimentos, por sua vez, significa que haverá uma redução progressiva de pessoas em idade ativa, pressionando os sistemas de previdência. Trata-se do chamado inverno demográfico.

Especialistas indicam a imigração como uma possível resposta ao declínio populacional, mas a política segue impopular no país. Nos últimos anos, Tóquio chegou a promover uma abertura tímida, por meio do lançamento de um visto para nômades digitais e iniciativas de treinamento e capacitação de trabalhadores estrangeiros. O endurecimento das regras migratórias, porém, voltou ao centro do debate nas eleições de 2025, vencidas pela primeira-ministra Sanae Takaichi, defensora de medidas mais rigorosas contra a entrada de estrangeiros.

Apesar de reconhecer a importância da mão de obra estrangeira para reverter o cenário, Takaichi afirma que muitos cidadãos sentem “ansiedade e um sentimento de injustiça” sobre “ações ilegais” de alguns imigrantes. Tóquio, inclusive, aprovou um projeto de lei nesta sexta que aumenta as taxas relacionadas a vistos para estrangeiros em até 30 vezes o valor atual, saindo de 10 mil ienes (cerca de 317 reais) para até 300 mil ienes (9.532 reais).



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